Deputados estaduais voltaram a questionar o modelo de pedágio eletrônico no Paraná e ingressaram com uma nova ação popular pedindo a suspensão da cobrança no Lote 6, onde o sistema free flow já está em funcionamento.
O alvo da ação são os pórticos instalados nas regiões Oeste e Sudoeste do estado, com cobrança ativa desde 23 de fevereiro em trechos de Santa Lúcia, Vitorino e Ampére, operados pela concessionária EPR Iguaçu. A empresa recebeu autorização da ANTT após a aprovação de um aditivo contratual.
No entanto, os parlamentares alegam que o modelo adotado é irregular, principalmente por não garantir a cobrança proporcional ao trecho percorrido pelos motoristas.
Esta é a segunda ação movida pelo grupo. Em relação ao Lote 4, pedidos anteriores para impedir a instalação dos pórticos foram negados sob o argumento de que a cobrança ainda não havia começado. Agora, com o sistema em operação, os deputados apontam urgência, citando risco de prejuízo ao patrimônio público.
Segundo a ação, ao substituir praças físicas por pórticos eletrônicos sem cumprir requisitos legais e contratuais, a concessionária pode reduzir custos operacionais e ampliar a arrecadação, sem o devido reequilíbrio econômico-financeiro em favor do poder público e dos usuários.
Como funciona o pedágio eletrônico
O sistema free flow elimina as cancelas e permite a cobrança automática dos veículos em movimento.
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Com TAG eletrônica: a cobrança é feita automaticamente ao passar pelo pórtico.
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Sem TAG: a placa do veículo é registrada e o motorista tem até 30 dias para pagar.
A tarifa fica disponível cerca de duas horas após a passagem. Caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo, o valor é convertido em multa, que pode chegar a R$ 195.
Formas de pagamento
Os motoristas podem quitar a tarifa por diferentes canais:
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Aplicativo de pedágio eletrônico da EPR
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Site da concessionária
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Totens em bases de atendimento (SAU)
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Pontos físicos ao longo da BR-163
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Estabelecimentos comerciais parceiros
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Praças tradicionais da BR-277
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Sede administrativa da empresa, em Cascavel
Os pagamentos podem ser feitos via Pix, cartão de débito ou crédito.
A orientação é que usuários com TAG acompanhem o extrato após a passagem. Em caso de divergência, o prazo para contestação junto à concessionária é de até sete dias.
A discussão sobre o modelo segue em andamento e deve ganhar novos desdobramentos judiciais e políticos nas próximas semanas.