O Lago Municipal vai passar neste ano pela segunda operação de desassoreamento ao longo de sua história. A licitação já foi concluída. O investimento feito pela Sanepar será de R$ 3.8 milhões. O processo foi homologado e no final de março o canteiro de obras deve ser montado pela empresa que venceu o certame.
Segundo o cronograma, a previsão é que o desassoreamento inicie em junho com término em fevereiro de 2023. O assunto foi discutido hoje em workshop online. O passo a passo foi apresentado.
Primeiro a fase de projetos, depois o desassoreamento. A terceira etapa é de drenagens no entorno. Em afluentes que desembocam no lago. A quarta etapa é a execução de taludes e contenções laterais nas margens. O processo é complexo e transtornos serão inevitáveis. Durante os trabalhos, a pista de caminhada pode sofrer interdições.
O desassoreamento faz parte do plano de segurança da água, que começou a ser discutido em 2019 e identifica e prioriza perigos e riscos ao abastecimento. O acúmulo de sedimentos é considerada uma ameaça e por isso a operação para a retirada entrou na lista de medidas urgentes. Cerca de 21 mil metros cúbicos devem ser removidos, volume que gerou questionamento por parte do vereador Celso DalMolin.
O lago foi criado em 1984 e em 2008, depois de 24 anos, foi desassoreado pela primeira vez. O processo terminou em 2010. E agora 12 anos depois, se repete.
Há também preocupação com a fauna e houve manifestação para a realização de um inventário da população de peixes. O compromisso é com a redução ao máximo de impactos ambientais. E o processo não termina com o fim da operação de desassoreamento. Os condomínios, demais residências e empresas precisarão se adequar ao novos sistema.
Veja mais detalhes na reportagem Fernanda Toigo, exibida no Jornal Tarobá 1ª Edição.