O aumento expressivo no uso de canetas emagrecedoras desde 2024 trouxe um desafio ambiental e sanitário para Londrina. Por se tratar de um resíduo de serviço de saúde, com risco biológico e presença de agulhas, o descarte desses dispositivos não pode ser feito no lixo comum (orgânico) e muito menos no reciclável. Segundo a professora e especialista em sustentabilidade Danielly Negrão, o descarte incorreto tem causado acidentes em cooperativas de reciclagem e ferimentos em animais que rompem sacos de lixo nas calçadas.
Um dos grandes entraves para o descarte correto é o custo. Muitas farmácias, que antes recebiam seringas de insulina, passaram a recusar as canetas emagrecedoras porque pagam pelo peso do resíduo coletado — que chega a custar entre R$ 80 e R$ 110 por quilo na região. Além disso, estima-se que 80% dos usuários adquiram o produto de forma irregular ou em países vizinhos, o que exclui a responsabilidade de logística reversa de algumas redes comerciais.
Onde e como descartar em Londrina:
Para organizar esse fluxo, a cidade definiu quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) como pontos estratégicos de coleta, abrangendo todas as regiões:
Zona Leste: UBS Arnindo Guaze (Vila Ricardo);
Zona Sul: UBS Guanabara;
Zona Oeste: UBS Alvorada;
Centro: Unidade da Avenida Souza Naves.
A orientação para quem utiliza a medicação em casa é armazenar as agulhas e as canetas usadas dentro de recipientes rígidos, como garrafas PET ou embalagens de amaciante, para evitar perfurações acidentais. Quando o recipiente estiver cheio, ele deve ser levado a uma das UBSs mencionadas. A especialista reforça que o cuidado com a saúde pessoal deve vir acompanhado da responsabilidade ambiental, garantindo que o material chegue ao destino final sem oferecer riscos aos trabalhadores da limpeza urbana.