Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cidade

Dívida de Apucarana soma R$ 1 bi e município é o maior devedor do País

23 mai 2024 às 16:36
Por: TN Online
Divulgação

Um levantamento divulgado nesta semana aponta que Apucarana (PR) é o município que mais registra dívidas com a União, com um débito total de R$ 1.036.251.646,74. Os dados foram obtidos junto ao Ministério da Fazenda pela "Fiquem Sabendo", uma agência especializada no acesso a informações públicas.


O segundo lugar no ranking de devedores é o município de Diadema (SP), com R$ 749, 2 milhões, seguido por Rio de Janeiro, com R$ 533 milhões. No Paraná, Maringá é o sexto colocado, com débitos de R$ 142 milhões. Os dados da Fazenda, segundo a "Fiquem Sabendo", indicam que 107 municípios possuem dívidas com a União, num total de R$ 4,5 bilhões.


egundo a Prefeitura de Apucarana, a maior parcela da dívida do Município é referente a operações de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), contraídas em 1995 e 1996, pelo ex-prefeito Valter Aparecido Pegorer junto aos bancos Santos e Itamarati. O valor desse débito já ultrapassa a casa de R$ 735 milhões.

O procurador geral do Município de Apucarana, o advogado Rubens Henrique de França, explica que os empréstimos foram contratados junto aos extintos bancos Santos e Itamarati – ambos de São Paulo -, que acabaram liquidados, e a dívida do Município foi assumida pela União.


“Atualmente, a cobrança dos valores está suspensa por força de liminar obtida pela Prefeitura de Apucarana junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Nunca negamos a dívida e estamos discutindo a pendência na Justiça Federal em Brasília. Uma parte menor do montante da dívida com a União é referente a débitos parcelados por gestões passadas, em função do não recolhimento de contribuições previdenciárias”, explica.

Outras notícias

Van da Cidadania leva urna eletrônica ao Calçadão de Londrina

Homem é preso com drogas durante abordagem no Conjunto Cristal

Avó de Eduarda fala após júri que condenou Ricardo Seidi


Ao ser informado de dados atualizados das dívidas de Apucarana com a União, o prefeito Junior da Femac (MDB) lamentou o que chamou de consequências de "ações desastrosas" de gestões anteriores. “Apucarana luta pelo seu desenvolvimento e vem lutando há muitos anos para superar as dívidas deixadas por gestões anteriores, de forma totalmente irresponsável”, reage o prefeito.


Conforme argumenta Junior da Femac, que é empresário e engenheiro civil, a administração pública é algo muito sério e, quando não é feita com planejamento e critérios rigorosos de gestão, acaba resultando nisso. “Não fomos nós que fizemos essa dívida e vamos continuar questionando os valores impraticáveis que estão sendo cobrados, principalmente decorrentes dos bancos privados Santos e Itamarati - já extintos – e cujos créditos foram assumidos pela União”, pontua o prefeito de Apucarana.


Histórico da dívida


Após o ex-prefeito Valter Pegorer contratar os empréstimos junto aos bancos Santos e Itamarati, em 1995 e 1996, em 1999, o ex-prefeito Carlos Scarpelini, que o sucedeu na Prefeitura, renegociou a dívida, que saltou à época, para cerca de R$ 22,7 milhões, refinanciada em 30 anos. Na sequência, com a falência dos dois bancos privados, a dívida do município passou a ter como credor o Tesouro Nacional e, como conseqüência, o Banco do Brasil assumiu o serviço de administração das pendências.


No segundo e terceiro mandatos de Pegorer, de 2001 a 2008, quase nada foi pago e a dívida chegou a R$ 32 milhões. Na época, um perito foi contratado para a elaboração de um laudo, com o qual o Município conseguiu uma liminar para paralisar o pagamento das prestações, até o julgamento do mérito da ação na justiça. No entanto, a dívida continua sendo atualizada constantemente. Em 2013, o ex-prefeito Beto Preto (PSD) conseguiu manter a cobrança da dívida paralisada, sustentando a liminar.


Somente em 2020, o Banco do Brasil emitiu três notificações de cobrança do serviço de administração da dívida ao prefeito Junior da Femac. Os valores cobrados apenas pela comissão do BB já somam R$ 30 milhões. Nas três oportunidades, a prefeitura refutou o pagamento.


O prefeito Junior da Femac afirmou, naquela ocasião, que só a taxa de administração da dívida, no valor de R$ 30 milhões, cobrada pelo Banco do Brasil, seria suficiente para pagar por quase 10 anos a merenda escolar das 60 escolas e creches públicas de Apucarana.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Cidade
Imagem de destaque

Escola Municipal Maria Fanny suspende aulas devido reforma

Cidade
Imagem de destaque

Fuga em alta velocidade termina com apreensão de 226 kg de maconha

Cidade

Caminhão pega fogo e causa bloqueio total da BR-376

Cidade

Carro capota após batida e deixa mulher ferida na BR-277

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Obras em viadutos da BR-369 devem avançar ainda este ano

Cidade
Londrina e região

Confronto com a PM deixa dois mortos em Tamarana

Cidade
Londrina e região

Busca pelo melhor pão francês visita Padaria Ueda em Londrina

Cidade
Londrina e região

“Podemos dormir em paz”, diz padrasto após condenação de Ricardo

Cidade
Londrina e região

Operação contra tráfico apreende drogas, arma e dinheiro em Londrina

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 11 | Marketing: Tendências no Varejo de Alimentos | Marília Carvalho

Podcast Sem Cerimônia | EP 19 | Direito Médico e Relação Médico-Paciente | Mayara Bispo

Podcast O Construtor | EP 13 | Retrofit e Identidade no Design | Tatiana Fernandes