Uma reunião realizada nesta semana discutiu as dividas do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. Após esse encontro, o Ministério Público pediu a suspensão do pedido de intervenção no hospital por um período de 90 dias.
Esses detalhes foram discutidos num encontro realizado entre o prefeito Chico Brasileiro, o diretor técnico do Hospital Municipal, Amon Franco de Sousa, André Buriasco que é o presidente do COMUS e também o promotor da saúde Luís Marcelo Mafra. Na conversa eles falaram a respeito das condições financeiras do Hospital Padre Germano Lauck.
Atualmente foi informado que a Fundação Municipal de Saúde tem uma dívida de R$ 92 milhões de reais, a maior parte referente ao custeio do hospital. Desses 29 milhões somente com aquisição de insumos essenciais para manter a unidade em funcionamento. Dessa dívida a fundação conseguiu parcelar 16 milhões.
A fundação contratou uma auditoria feita pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo. Com duração de 10 meses ao custo de um milhão e duzentos mil reais, foi feita para apurar uma solução dos atuais problemas do hospital e como resolver essa dívida. Atualmente o custeio por mês do Hospital Municipal gira em torno de 12 milhões de reais por mês, desses 10 milhões são de orçamento próprio do município, o que gera esse déficit de de dois milhões por mês, e quando se fala em déficit vira uma bola de neve.
A situação financeira da fundação chamou a atenção das autoridades principalmente depois da greve dos funcionários de saúde. O Ministério Público chegou a recomendar o afastamento do diretor técnico enquanto a situação não fosse resolvida. Com os detalhes acertados o Ministério Público suspendeu por 90 dias a recomendação do afastamento do diretor técnico e deve realizar uma nova reunião daqui um mês.
Confira mais detalhes na reportagem de Vinicius Machado, exibida no Jornal Tarobá 1ª Edição.