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Equipe de deputado federal candidato à reeleição denuncia agressões sofridas antes do jogo do LEC

12 set 2022 às 12:33
Por: Portal Tarobá

Uma confusão envolvendo uma equipe do deputado federal e candidato à reeleição Filipe Barros e torcedores do Londrina chamou a atenção de quem estava indo para o Estádio do Café assistir ao jogo contra a Chapecoense, no sábado (10). Conforme Boletim de Ocorrência, uma assessora e familiares do deputado foram agredidos.


A assessora de campanha e o tio do deputado federal Filipe Barros fizeram exame de corpo de delito na manhã dessa segunda-feira (12), no Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. Gabriella Ricci está com um hematoma no braço direito. Ela afirma que foi agredida com um chute para que parasse de filmar a cena.

 

"Estavámos panfletando, como temos feito em mais de 30 cidades do estado, quando fomos surpreendidos por um bando vindo em nossa direção, com mais de 15 homens. Todos os homens agressivos, nos ameaçando, fui ameaçada de morte. Eles não queriam que eu filmasse aquela situação, aquela discussão, aquela briga. Naquele momento levei um chute no meu braço. Mais do que constrangedor, me senti violada, ameaçada. Fui agredida das mais diversas formas. Fui xingada", conta a assessora de campanha, Gabriella Ricci. 


O tio do deputado, Emerson Barros, ajudava a panfletar em frente ao estádio quando viu a confusão. Os pontos na orelha seriam resultado de um soco. Ao tentar apartar a briga, também teria levado um chute na perna direita.

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"Estava na entrada da rampa principal do estádio, quando vi, o pessoal estava correndo atrás do Filipe, no canteiro central da Avenida. Sai correndo para apartar a briga, foi a hora que segurei um rapaz para parar e outra pessoa veio e meu deu um soco na orelha, e eu caí. Eu não entendi nada. Eles chegaram muito loucos para assistir ao jogo e queriam um motivo para brigar. Acharam esse", afirmou o tio do candidato, Emerson Barros. 


A confusão aconteceu no fim da tarde de sábado, antes do jogo entre o LEC e a Chapecoense. Vídeos mostram um bate-boca que acaba virando pancadaria em frente ao estádio do Café. Boletins de ocorrências foram registrados. 


Nas redes sociais, o deputado acusa petistas de provocarem uma agressão gratuita a assessores dele e a parentes, um sobrinho de 18 anos e um tio, de 65, que ajudavam na panfletagem de campanha.


O Londrina Esporte Clube divulgou uma nota em que repudia e não tolera atos de violência nas imediações ou dentro do estádio por "torcedores " do clube. E ainda, se coloca à disposição do deputado e equipe para identificação dos agressores.


Já a torcida organizada Falange Azul diz que as acusações são falsas. Segundo a nota, a confusão começou quando um membro da equipe do deputado agrediu uma torcedora do Londrina que recusou um panfleto de campanha.


Após o ataque, essa torcedora teria sido xingada por assessores e cabos eleitorais e pelo próprio candidato. A torcida ainda afirma que outros torcedores que estavam por perto se revoltaram e foram tomar satisfações.


A Falange Azul lamentou o fato e ressaltou ser contra qualquer tipo de violência e que não há relação com questão ou opinião política, se solidarizando com a torcedora agredida. Por fim, informou que vai tomar providências jurídicas contra as informações caluniosas do parlamentar.


Em uma nota de repúdio, o PT de Londrina diz que são ataques gratuitos e descabidos do deputado federal, que busca associar o ocorrido no estádio com o PT. Lamenta a violência física e simbólica relatada por ambas as partes, relembrando as duas mortes recentes de petistas por intolerância política. Também se coloca à disposição da justiça para provar que não tem qualquer envolvimento com o episódio.


O sobrinho do deputado será ouvido pela Polícia Federal (PF) em Piracicaba, interior de SP, onde faz faculdade de agronomia. O caso será investigado pela Polícia Civil e pela PF, pois há o envolvimento de um candidato às eleições de 2022. 

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