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Evento debate ações para prevenir o feminicídio

Profissionais que atuam no atendimento à mulheres em situação de violência se reúnem no evento, que terá palestra do Laboratório de Estudos de Feminicídios da UEL
23 jul 2026 às 14:41
Por: Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação/Pixabay

Órgãos públicos e instituições da sociedade civil de Londrina participam nesta sexta-feira (24) do evento "Diálogos pela vida: proteção às mulheres em situação de violência e enfrentamento ao feminicídio", realizado das 14h às 16h, no auditório da Prefeitura. O principal destaque da programação é a palestra da socióloga Silvana Mariano, coordenadora do Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (LESFEM/UEL). O evento é gratuito, aberto ao público e não exige inscrição prévia.


A iniciativa busca fortalecer a rede municipal de atendimento e proteção às mulheres, promovendo o alinhamento entre os serviços públicos para a identificação precoce de situações de risco e a prevenção do agravamento da violência, contribuindo para evitar casos de feminicídio.


A ação integra as atividades do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, celebrado em 22 de julho, data instituída pela Lei Estadual nº 19.873/2019 em memória da advogada Tatiane Spitzner, vítima de feminicídio em 2018. No Paraná, os direitos das mulheres também são assegurados pelo Código Estadual da Mulher Paranaense, criado pela Lei nº 21.926/2024.

Estudo revela perfil dos casos de feminicídio

Durante o encontro, também serão apresentados dados de um informe técnico inédito elaborado pelo LESFEM/UEL, em parceria com o Observatório de Feminicídios de Londrina (Néias). O levantamento analisou 512 casos de feminicídios consumados e tentados com uso de fogo e combustível, registrados entre 2023 e 2025 em todo o Brasil.


Entre os principais resultados, o estudo aponta que 83,6% dos crimes foram cometidos por parceiros, ex-parceiros ou familiares, enquanto 70,1% ocorreram dentro de casa. A pesquisa também identificou que 42,8% dos casos monitorados não constavam na base oficial do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), indicando possíveis falhas nos registros.

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Outro dado preocupante mostra que 244 filhos menores estavam vinculados às mulheres vítimas de violência, reforçando os impactos sociais provocados pelo feminicídio.


Segundo a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Marisol Chiesa, o evento será um espaço para reflexão, compartilhamento de dados e construção de estratégias que fortaleçam a atuação dos serviços públicos na prevenção da violência contra as mulheres.

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