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Foz registra mais de 1,2 mil casos de violência contra a mulher em seis meses

Patrulha Maria da Penha acompanha vítimas e reforça importância da denúncia para interromper ciclo de agressões
14 jul 2026 às 12:30
Por: Portal Tarobá

Mais de 1,2 mil casos de violência doméstica e familiar contra a mulher foram registrados em Foz do Iguaçu somente no primeiro semestre deste ano. Os números revelam a dimensão de um problema que, muitas vezes, começa dentro de casa e exige uma rede de proteção para evitar que novas agressões aconteçam.


Entre janeiro e junho de 2026, o município contabilizou 1.294 boletins de ocorrência relacionados à violência contra mulheres. No mesmo período, foram solicitadas 1.003 medidas protetivas de urgência e um feminicídio foi registrado.


Na prática, os dados mostram que muitas vítimas precisam, além do atendimento policial, de uma proteção imediata para manter o agressor afastado. É nesse cenário que atua a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu.


O trabalho é realizado de casa em casa, com visitas às mulheres que possuem medidas protetivas. As equipes acompanham a situação das vítimas, orientam sobre os direitos e ajudam a garantir que as determinações da Justiça sejam cumpridas.


Entre as medidas que podem ser determinadas estão o afastamento do agressor, a proibição de contato e a restrição de aproximação da vítima. O descumprimento de uma decisão judicial pode resultar em prisão e até no uso de tornozeleira eletrônica.

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As autoridades reforçam que a violência contra a mulher vai além da agressão física. Ameaças, perseguição, humilhações, controle da rotina e violência psicológica também fazem parte desse cenário e precisam ser denunciados.


Para uma das mulheres acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha, denunciar foi um ato de coragem. Grávida de apenas dois meses quando procurou ajuda, hoje ela segura no colo a filha, que está perto de completar dois anos, e reconhece a importância do atendimento recebido.


A orientação das equipes é que as vítimas não permaneçam em silêncio. A denúncia é apontada como um dos principais caminhos para romper o ciclo da violência e buscar proteção.

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