As colmeias de abelhas nativas sem ferrão instaladas no Parque dos Pássaros, em Arapongas, foram alvo de furto e vandalismo. O crime foi confirmado pelo servidor municipal Deivid Volpato, coordenador do projeto "Abelha é Vida", que identificou o arrombamento de cadeados e a retirada dos enxames. Embora o local exato não possua câmeras, os danos às estruturas foram registrados e compartilhados em redes sociais oficiais.
As colônias integravam o programa estadual "Poliniza Paraná" e contavam com espécies como mandaçaia, iraí, jataí, mirim-droryana e mirim-preguiça. Distribuídas estrategicamente pelo parque, as abelhas serviam como ferramenta pedagógica e eram essenciais para a polinização da flora regional. A Secretaria Municipal de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente (SEASPMA) instaurou uma investigação para apurar o caso.
Impacto Ambiental e Educativo
A perda dessas colônias gera um impacto direto no ecossistema de Arapongas. As abelhas nativas são responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras, e muitas das espécies levadas estão em risco de extinção. A ausência desses polinizadores compromete a manutenção da biodiversidade e a produção de sementes e frutos na região.
Além do prejuízo ambiental, o crime interrompe as atividades do projeto "Abelha é Vida", que promovia a conscientização sobre segurança alimentar e preservação ambiental. O poder público agora busca identificar os responsáveis e planeja a recuperação do modelo inspirado nos "Jardins de Mel" paranaenses.