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Gaeco deflagra Operação Dalila contra cosméticos piratas

Ação mira endereços e guarda-volumes usados para estocar produtos irregulares sem registro na Anvisa.
16 jul 2026 às 09:41
Por: Portal Tarobá

O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrou nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Dalila. A ação conta com o apoio técnico e operacional da Vigilância em Saúde do município e tem como objetivo coibir o comércio e a distribuição de cosméticos irregulares e sem registro sanitário.


Nesta etapa, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. Os alvos das buscas são endereços residenciais e comerciais de um dos investigados, o que inclui guarda-volumes utilizados estrategicamente para armazenar e ocultar estoques ilícitos e, desta forma, burlar a fiscalização sanitária.


As equipes buscam apreender cosméticos adulterados ou sem registro, embalagens, insumos utilizados para rotulagem clandestina e dispositivos eletrônicos capazes de robustecer as provas das investigações.


Riscos à Saúde e Vendas na Internet

As investigações conduzidas pelo Ministério Público apontam que os produtos de beleza — como colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem — possuem origem desconhecida, rótulos falsificados e não têm o registro obrigatório junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representando um grave risco à saúde dos consumidores.


A distribuição dessas mercadorias ocorria em larga escala, principalmente por meio de plataformas de comércio eletrônico (e-commerce), abastecendo profissionais da área da beleza e o público consumidor em geral.

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Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, crimes contra as relações de consumo e pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (conforme o artigo 273 do Código Penal).


Desdobramento das Investigações

A ação de hoje é um desdobramento direto da primeira fase da Operação Dalila, que foi deflagrada em outubro de 2025. Naquela ocasião, foram realizadas prisões em flagrante devido ao armazenamento e à venda de cosméticos falsificados, como cremes capilares de uma renomada marca francesa.


A partir da análise dos aparelhos celulares apreendidos na primeira fase, o Gaeco mapeou os fornecedores que abasteciam o mercado clandestino por meio de importações irregulares.

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