O Calçadão de Londrina, historicamente o coração do comércio local em Londrina, enfrenta um cenário crescente de insegurança que preocupa trabalhadores e pedestres. Relatos de agressões físicas, invasões a estabelecimentos e abordagens agressivas por parte de pessoas em situação de rua têm se tornado frequentes, ampliando a sensação de medo e pressionando as autoridades públicas.
Trabalhadores da região relatam episódios de violência urbana que ocorrem inclusive durante o dia. Uma funcionária de um banco, que atua no local há quatro anos, afirma ter sido vítima de agressão gratuita, sem qualquer provocação. Já o comerciante Tiago Neves, do setor de alimentação, acumula um prejuízo estimado em R$ 15 mil, após ter o estabelecimento invadido cinco vezes. O histórico de violência também é lembrado por Reginaldo Braga, que trabalha no Centro há mais de 30 anos e relata já ter sido ferido durante um conflito ocorrido há décadas na região.
Apesar de não ser um problema recente, comerciantes apontam que a situação se agravou nos últimos anos, com aumento de furtos, ameaças e sensação de impunidade. O cenário tem provocado reflexos diretos na economia local, com o afastamento de clientes e queda no movimento do comércio. Entre os fatores citados pelos lojistas estão falhas na eficácia de políticas públicas de assistência social, o crescimento da vulnerabilidade social e o desemprego.
Em nota, a Prefeitura de Londrina e a Guarda Municipal (GM) informaram que mantêm patrulhamento 24 horas, com equipes atuando de forma contínua na região central. Segundo os órgãos, são realizadas abordagens sempre que há denúncias de coação, importunação ou comportamentos de risco, além de uma atuação integrada entre as forças de segurança para tentar garantir a ordem no local.