Poucos dias após a decisão da Justiça de afastar a diretoria da Santa Casa de Londrina, o novo interventor do hospital e o Ministério Público vieram a público para detalhar a situação encontrada e acalmar os moradores. Eles garantiram que a instituição vai continuar aberta e atendendo a comunidade.
O começo dos trabalhos da nova gestão foi conturbado. Pacientes tiveram cirurgias que estavam agendadas suspensas e o Pronto-Socorro precisou ser fechado temporariamente por algumas horas. De acordo com a promotora de Justiça Suzana de Lacerda, essas medidas extremas e urgentes foram necessárias porque o hospital estava sem materiais básicos e sem remédios de estoque para trabalhar com segurança.
Para resolver a falta de insumos de imediato, a solução foi pedir socorro a outros hospitais da região, que emprestaram e forneceram os materiais mais urgentes. Dessa forma, as equipes conseguiram reabrir as portas e retomar os atendimentos. Enquanto isso, o interventor Reilly Lopes fechou um acordo com operadoras de planos de saúde para adiantar o pagamento de parcelas, conseguindo dinheiro em caixa para comprar novos produtos e reabastecer as prateleiras de forma definitiva.
Retomada de cirurgias e prazos da Justiça
Sobre as cirurgias eletivas — aquelas que são agendadas e não de urgência —, o interventor explicou que a prioridade total da equipe agora é reorganizar o calendário para remarcar os procedimentos que foram cancelados o quanto antes e evitar que novos pacientes fiquem sem a operação.
A intervenção judicial tem um prazo inicial de 180 dias, mas esse período pode ser estendido se houver necessidade. O cronograma de trabalho da nova gestão ficou definido assim:
Próximos 30 dias: O interventor precisa entregar para o juiz um relatório detalhado mostrando a real situação financeira e estrutural da Santa Casa;
Após o diagnóstico: Será montado um plano de reestruturação com o objetivo final de organizar a casa e convocar eleições para escolher uma nova diretoria para administrar a Irmandade Santa Casa.