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Itaipu inicia construção de casas populares do Projeto Moradias

Montagem das primeiras casas que beneficiarão 254 famílias em situação de vulnerabilidade social foi acompanhada ao vivo pela imprensa e convidados no canteiro de obras, nesta segunda-feira (16)
16 dez 2024 às 16:44
Por: Itaipu Binacional
Foto: Sara Cheida

As obras do Projeto Moradias, iniciativa da Itaipu Binacional em parceria com o Itaipu Parquetec, Prefeitura e Instituto de Habitação de Foz do Iguaçu (FozHabita), começaram nesta segunda-feira (16) em uma área na região do Bairro Três Bandeiras. O empreendimento beneficiará 254 famílias em situação de vulnerabilidade social e irá promover impacto ambiental e social ao proporcionar habitação digna para as famílias que atualmente ocupam uma área de preservação ambiental, na Vila Brás. 


O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, explicou que os futuros moradores foram selecionados com base nos critérios tradicionais da Secretaria de Assistência Social e FozHabita, priorizando uma comunidade que vive em situação de risco. “Para nós, da Itaipu, em nome de toda a diretoria, é um momento de extrema honra. Este é o compromisso socioambiental da Binacional: produzir energia de qualidade e aplicar o que o presidente Lula assumiu durante as eleições, melhorando a vida da população, especialmente a mais pobre”, afirmou Verri.


Serão construídas 254 casas populares, com investimento inicial de R$ 76,3 milhões. Desse total, R$ 61 milhões serão empregados pela Itaipu. O diretor administrativo da usina, Iggor Gomes Rocha, explicou que esse valor é proveniente da venda das casas da Vila A. “A gente tinha aquelas casas desocupadas, decidimos fazer um leilão e assumir um compromisso de que todo esse valor seria reinvestido em projetos de habitação social.” Quanto a entrega das habitações, Rocha acredita que 52 casas serão entregues no primeiro semestre de 2025 e as restantes um ano depois. 


Uma das convidadas para a cerimônia não vê a hora de chegar o ano que vem.  A zeladora Carla Cristiane Duarte, atual moradora da Vila Brás, é uma das selecionadas pelo projeto. Ela comentou que, onde mora, a chuva provoca alagamentos e a afeta diretamente, especialmente seu filho autista. “Estou muito feliz com esse projeto maravilhoso para a Vila Braz. Moro praticamente dentro do rio e, quando alaga, é muito sofrido. Ver que isso vai se realizar em breve é uma alegria imensa. Agradeço muito por essa oportunidade, pois aqui será melhor, com certeza.”



Sistema Construtivo Sustentável

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A Tecverde Engenharia é responsável pela realização das obras. De acordo com o CEO da empresa, Ronaldo Passeri, o sistema construtivo sustentável e inovador do Projeto Moradias permitirá que a construção da primeira casa seja iniciada e concluída no mesmo dia. “Esse método otimiza o tempo de construção. O sistema construtivo Wood frame utiliza madeira de reflorestamento como matéria-prima, garantindo a redução da emissão de carbono”, explicou Passeri. O sistema atende às diretrizes do Governo Federal sobre transição energética justa, com sustentabilidade aplicada à construção civil, reduzindo o tempo de obra e a produção de resíduos.


A diretora comercial da empresa, Stael Xavier, explica que a tecnologia construtiva veio da Europa e é chamada de tecnologia de construção a seco. “Ela utiliza muito menos recursos hídricos durante a obra, com muito menos desperdício de material, porque as nossas unidades habitacionais são produzidas na fábrica e todas as paredes são trazidas para a obra, para a montagem, já com as tubulações hidráulicas, elétricas e fiação passada.” 


A montagem das primeiras casas foi acompanhada por jornalistas e convidados na cerimônia de lançamento do projeto no canteiro de obras.



Conjunto Habitacional Marina Áureo Galdin


A área 1, com 15 mil m2 e 52 casas, abrigará o Conjunto Habitacional chamado de Marina Áureo Galdin, que foi uma liderança religiosa e social de grande impacto, promovendo a valorização das religiões de matriz africana. “Mãe Marina foi uma pessoa extraordinária em nossa cidade, com uma grande história, e queríamos realmente lembrar sempre e eternizar o nome da Mãe Marina, exatamente pelo que ela contribuiu em termos de luta, em termos de inserção e de lutas sociais no nosso município” apontou o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro.


Estiveram presentes no descerramento da placa, da Itaipu,  o diretor-geral brasileiro Enio Verri; o diretor administrativo Iggor Gomes Rocha; o diretor jurídico, Luiz Fernando Delazari; o diretor técnico executivo, Renato Soares Sacramento, além do diretor de negócios e empreendedorismo do Itaipu Parquetec, Eduardo de Miranda; o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro; o diretor superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo; o diretor de tecnologias do Itaipu Parquetec, Alexandre Gonçalves Leite, e a diretora superintendente do FozHabita, Elaine Anderle. 



Projeto alinhado aos ODS da ONU


A iniciativa faz parte das ações do programa Itaipu Mais que Energia e vai beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social que hoje vivem em uma área de risco na Vila Brás, junto ao Rio Poty, nascente do Rio Boicy.


O local é classificado como Área de Preservação Permanente (APP) e está ocupado há mais de 30 anos. A maior parte das famílias é formada por pessoas que vivem da coleta de recicláveis. Após a transferência das famílias para as novas casas, a Itaipu, por meio de outra ação, providenciará a recuperação ambiental do Córrego Poty, contribuindo para recuperação do manancial e da bacia hidrográfica do espaço, considerado como área de Preservação Permanente (APP). As novas casas vão ser construídas em áreas que totalizam 30 mil metros quadrados, próxima à Vila Brás. Os terrenos são contrapartida do Município.


O projeto está alinhado com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (ODS 11), das Nações Unidas, contribuindo para a constituição de Cidades e Comunidades Sustentáveis, e colabora ainda com os ODS 6, de Água Potável e Saneamento, ODS 9, de Indústria, Inovação e Tecnologia, e ODS 17, Parcerias e Meios de Implementação.

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