Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cidade

Laboratório de Estudos de Feminicídio da UEL registrou 18 mortes de meninas

08 mar 2024 às 15:41
Por: Portal Tarobá

O Laboratório de Estudos de Feminicídio da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizou um levantamento que indica registros de mortes violentas de meninas de até 14 anos no Brasil. Segundo o estudo, em 2023 foram 69 casos de feminicídios e somente neste ano já são 18 casos. São cerca de nove casos por mês, sendo a maior parte de feminicídio tentados, dois duas quais no Paraná.

 

Ainda de acordo com o estudo, no Paraná cinco feminicídios infantis foram registrados no estado em 2023, um deles tentado e quatro consumados. Em 2024 dois feminicídios foram tentados.

 

O limite dos 14 anos também é referência no judiciário para julgar crimes sexuais por considerar que crianças até essa idade são vulneráveis, na medida em que são incapazes de consentir. Embora sem constatação de crime sexual no processo penal, no caso de Eduarda Shigematsu - morta e encontrada amarrada em um buraco na casa do pai em Rolândia, há referência à sexualização dela mediante o suposto assédio que ela sofria do marido da avó, ao tipo de roupa que ela preferia usar e na suposição da mesma avó dela ter fugido com um caminhoneiro.

Outras notícias

Avó de Eduarda decide ficar em silêncio durante julgamento

Idoso de 83 anos é atropelado na região Oeste de Londrina

BR-277: duplicação entre Cascavel e Matelândia ganha licença

 

Segundo Martha Ramirez, presidente do Observatório de Feminicídios, os dados são extremamente preocupantes. “Os dados mostram que o feminicídio acontece em todas as faixas etárias. A ideia de pedirmos este estudo, é começar a focar em um tipo de dado mais qualificado, que permita ter uma compreensão mais abrangente do fenômeno para estudarmos, compreendermos e formularmos políticas para a prevenção destes fatos”, afirmou.

 

Ainda de acordo com a presidente do observatório, existe a preocupação com o caso do adiamento do júri popular de pai e avó de Eduarda Shigematsu, assassinada em 2019. Martha afirma que existem casos céleres e outros mais lentos que são julgados.

 

“Se considerarmos desde o momento em que o crime ocorreu até a primeira data do julgamento, já são dois anos. São cinco anos com este caso de feminicídio sem nenhuma solução. Sem aplicação da justiça. Ainda temos casos que ainda estão sendo julgados desde 2015 e outros são mais rápidos devido ao impacto social.”

 

Esta é quarta vez que o julgamento vem sendo adiado e se arrasta desde maio de 2022, sofre alterações atendendo ao mesmo pedido dos advogados de Ricardo.

 

A presidente, afirmou que as políticas públicas são necessárias para evitar que este tipo de crime aconteça no curto, médio e longo prazo. “Precisamos como entidade da sociedade civil engajada com esta causa, dar luz à isso de uma maneira que busque a solução e a formação de políticas públicas, prevenção e medidas que possam impactar no prazo curto, médio e longo”. 

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Cidade
Imagem de destaque

Samba Pé Vermelho faz nova apresentação no RU da UEL

Cidade
Imagem de destaque

Carro é destruído por incêndio durante viagem para cirurgia

Cidade

Cinco são presos por tentativa de furto de carga de bebidas

Cidade

Cinco crânios são localizados em área rural entre Londrina e Ibiporã

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Pai de Eduarda confessa crime durante julgamento pela morte da filha

Cidade
Londrina e região

Incêndio atinge apartamento no 14º andar na Vila Siam

Cidade
Londrina e região

Mãe de Eduarda Shigematsu chega ao fórum com lembranças da filha

Cidade
Londrina e região

Homem morre em confronto com a polícia na zona sul de Londrina

Cidade
Londrina e região

Corpo é encontrado em córrego na Avenida Dez de Dezembro

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 03 | Os aprendizados de empreender | Andreza Fabiana Souza

Podcast Arte do Sabor | EP 10 | Alimentação Consciente | Rafaela Gouveia

Podcast Conversa com Nassif | EP 19 | Dayane Lucas - Avaliação Psicológica nas Empresas