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MPPR oferece denúncia contra vereadora Anne Ada por rachadinha em Londrina

Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público acusa parlamentar de exigir "rachadinha" de assessor para custear honorários do advogado particular dela; recusa do servidor teria resultado em exoneração.
11 mar 2026 às 21:26
Por: Gabriel Alves
Fernando Cremonez/Divulgação CML

O MPPR (Ministério Público do Estado do Paraná), por meio da 26ª Promotoria de Justiça de Londrina, ofereceu denúncia criminal contra a vereadora Anne Ada Moraes de Souza pela prática do crime de concussão. A acusação, protocolada junto à 4ª Vara Criminal, sustenta que a parlamentar utilizou-se do cargo público para exigir vantagem indevida de um servidor comissionado de seu gabinete, prática popularmente conhecida como "rachadinha". Segundo a investigação, o objetivo do repasse de valores seria o custeio de honorários advocatícios particulares da vereadora.


O fato teria ocorrido em 11 de novembro de 2025, nas dependências da Câmara Municipal de Londrina. Conforme detalhado na peça acusatória, Anne Ada teria convocado o então assessor parlamentar Ivens Alves Barata para uma conversa reservada no estacionamento do Legislativo durante uma sessão ordinária. Na ocasião, a parlamentar teria condicionado a permanência do servidor no cargo ao repasse de 50% dos vencimentos dele ao advogado Eduardo Caldeira. Diante da recusa do assessor em aderir ao esquema ilícito, a vereadora teria concretizado uma ameaça de retaliação, oficializando a exoneração do servidor em 28 de novembro daquele ano.


A denúncia do Ministério Público destaca que a estrutura do gabinete foi instrumentalizada para satisfazer interesses privados. Após a saída de Ivens, a vereadora nomeou Marcelo Ryan Caldeira da Silva, sobrinho do referido advogado, para o cargo de assessor parlamentar. Para a Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, o ato administrativo de nomeação não atendeu ao interesse público, mas serviu como mecanismo para viabilizar a remuneração do profissional particular por intermédio de recursos públicos.


O promotor Renato de Lima Castro reforça na denúncia que a conduta configura uma prática contumaz, citando outros procedimentos em que a parlamentar é investigada por desvio de finalidade. O MPPR arrolou testemunhas que confirmaram a exigência ilícita e requer agora o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário. Caso condenada por concussão, a vereadora pode enfrentar penas de dois a doze anos de reclusão, além de sanções administrativas e perda do mandato.


A equipe de reportagem da Tarobá tentou contato com a vereadora para uma posição oficial sobre o assunto e, até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta.

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