Um médico ortopedista denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) foi condenado a dez anos de prisão em regime inicial fechado por cobrar valores de pacientes para a realização de cirurgias custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão é da Justiça após denúncia apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça de Toledo, no Oeste do estado.
Segundo as investigações, o profissional solicitava pagamentos diretamente aos pacientes ou familiares entre os anos de 2015 e 2017. As cobranças variavam de R$ 50 a R$ 200 e eram justificadas como suposto custeio de anestesista ou de serviços que não teriam cobertura do SUS.
O Ministério Público apontou que os procedimentos eram realizados exclusivamente pela rede pública, sem qualquer cobrança oficial. Mesmo assim, muitas vítimas — algumas em situação financeira vulnerável — contraíram dívidas para conseguir realizar as cirurgias.
O réu foi condenado por corrupção passiva em 11 ocasiões, além do pagamento de 250 dias-multa, sendo cada dia equivalente a meio salário mínimo vigente à época dos fatos.