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Paraná envia bombeiros e viaturas para ajudar no combate a incêndios no Pantanal

24 jul 2024 às 19:39
Por: Agência Estadual de Notícias

O Paraná enviou 12 bombeiros militares na manhã desta quarta-feira (24) para auxiliar no combate a incêndios florestais no Pantanal, no Mato Grosso do Sul (MS). São quatro integrantes de cada Comando Regional de Bombeiro Militar (CRBM), com sedes em Curitiba, Londrina e Cascavel, e que compõem a Força-Tarefa de Resposta a Desastres, a mesma que atuou no Rio Grande do Sul durante as fortes chuvas que atingiram o estado gaúcho neste ano.


Além do recurso humano, foram enviadas quatro viaturas equipadas para combate a incêndios florestais e equipamentos extras, como motobomba de combate a incêndio, mangueiras e abafadores.

Neste primeiro momento, a equipe deve permanecer em ação durante 14 dias, sendo quatro dias de deslocamento (entre ida e volta) e 10 dias de combate aos incêndios. Após esse período, um novo contingente será enviado para substituí-los, com previsão de que esse rodízio mobilize três equipes, contabilizando 30 dias de atuação contra o incêndio. O contingente paranaense poderá ser maior, a depender da necessidade.


Segundo o chefe da equipe, capitão Alexandre Mançano Cavalca, o auxílio ao estado vizinho não prejudicará em nada o atendimento no Paraná. “A nossa Corporação é preparada para isso, através da Força-Tarefa de Resposta a Desastres, em que temos equipamentos extras que ficam reservados para isso e, dessa forma, podemos auxiliar os desastres pelo Brasil e até pelo mundo, sem prejudicar o atendimento operacional aqui no Estado”, explicou.


“Estamos levando todo o equipamento de combate a incêndio, com bombas, mangueiras, esguichos, material de comunicação e logístico necessários para a operação. A ideia é que a gente não precise utilizar o material dos bombeiros militares do Mato Grosso do Sul. A nossa proposta é justamente auxiliar os outros estados dentro das operações sem prejudicar a unidade operacional tanto do Paraná quanto das equipes de resposta de lá”, complementou.

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Os 12 bombeiros militares que estão indo para a operação passaram por qualificações para atendimento a desastres, com capacitações e habilidades específicas para esse tipo de atendimento, entre elas especialização em combate a incêndios florestais, pilotos de drone, pilotos de embarcação, socorristas, além de capacidade física específica para esse tipo de operação.


A equipe paranaense tem como destino Corumbá (MS), que possui atualmente os maiores focos de incêndio na área correspondente ao bioma. De acordo com o último boletim, divulgado pelo governo federal em 23 de julho, a cidade teve, de janeiro até 21 de julho, 457.975 hectares de área queimada, quase quatro vezes a área do segundo município mais afetado, Cáceres, no Mato Grosso, com 115.050 hectares. Para termos de comparação, é como se 10 cidades do tamanho de Curitiba tivessem sido queimadas, somente na área de Corumbá. 


O envio de bombeiros pelo Estado foi uma resposta ao pedido do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (LIGABOM), que reúne corporações de todo o País, incluindo a do Paraná. Outras forças estaduais e nacionais também estão mobilizadas para acabar com os incêndios no Pantanal.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Manoel Vasco de Figueiredo Junior, destaca que a pronta resposta do Paraná a eventos internos ou externos ao Estado tem sido um diferencial no apoio a desastres pelo País.


“Essa Força-Tarefa teve como objetivo principal atuar em desastres dentro do Paraná, mas pela facilidade demonstrada nesse pronto emprego, como foi no Rio Grande do Sul, quando fomos o primeiro estado a dar apoio, agora novamente somos um dos primeiros Corpos de Bombeiros em deslocamento ao Mato Grosso do Sul, por causa dessa agilidade e desse emprego da força-tarefa, que não atrapalha os serviços normais da Corporação”, ressaltou.


“O Paraná teve em 1969 um grande flagelo na área de incêndios florestais, e isso fez com que nos desenvolvêssemos bastante nesse tipo de situação. Esses 12 bombeiros estão indo para lá não simplesmente para atuar, mas também para ser multiplicadores de conhecimentos”, frisou Vasco.

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