O HCL (Hospital do Câncer de Londrina) sofreu um prejuízo estimado em quase R$ 4 milhões após deixar de receber repasses financeiros decorrentes da venda de títulos de capitalização na região. A instituição de saúde figura como principal vítima em um esquema de desvio de recursos que agora é alvo de inquérito conduzido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pelo Ministério Público (MP-PR).
De acordo com as investigações, o contrato estabelecido com a empresa responsável previa o direcionamento de 3% da receita bruta das vendas para o hospital. Como os recursos eram de caráter livre, a verba desempenhava um papel essencial no custeio diário da instituição, ajudando a cobrir o déficit histórico da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente financia menos da metade das despesas operacionais do atendimento oncológico prestado aos pacientes.
A administração do Hospital do Câncer de Londrina colaborou integralmente com as autoridades, fornecendo planilhas contábeis, extratos e documentações requisitadas pelo Ministério Público. Os gestores reforçaram que toda doação e verba repassada são integralmente aplicadas no suporte aos pacientes e que a quebra nos repasses compromete diretamente o orçamento destinado ao tratamento de saúde na região.