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Professores da UEL suspendem estado de greve, mas mantêm mobilização por salários

Categoria aponta defasagem salarial de 52% e critica proposta de 5% do Governo do Estado; suspensão visa reorganizar forças diante de restrições da lei eleitoral.
10 abr 2026 às 18:42
Por: Portal Tarobá


Em assembleia realizada recentemente, os docentes da UEL (Universidade Estadual de Londrina) decidiram pela suspensão do estado de greve que havia sido aprovado anteriormente. A decisão, embora represente um recuo estratégico no movimento paredista imediato, não significa o fim das reivindicações da categoria, que luta por uma recomposição salarial histórica. Em entrevista à Tarobá, a presidente do Sindiprol-Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região), Lorena Portes, explicou que a pauta central é a reposição de perdas inflacionárias acumuladas ao longo de uma década sem reajustes integrais.


O impasse dos números revela que, de acordo com o sindicato, a defasagem salarial dos professores chega a 52%, resultando em um poder de compra atual cerca de 30% menor do que o necessário para cobrir custos básicos. Enquanto o Executivo Estadual apresentou um projeto de lei prevendo uma reposição de 5%, os docentes consideram o índice insuficiente frente ao acúmulo de perdas, embora reconheçam que a margem para negociações ficou limitada devido às restrições da lei eleitoral em 2026.


A suspensão do estado de greve foi adotada como uma medida para recompor as forças e avaliar o cenário político, que inclui a troca na reitoria da Universidade Estadual de Londrina em junho e as eleições estaduais. Segundo Lorena Portes, a greve é um instrumento sério que precisa ser bem avaliado, por isso o grupo planeja ações mais contundentes para o próximo ano. 


Além da data-base, o sindicato cobra a equiparação do piso salarial com o Magistério da Educação Básica Nacional e a ampliação de bolsas de pesquisa. A presidência do sindicato reforçou que o movimento permanece aberto ao diálogo, mas alertou que a desvalorização tem causado o adoecimento de profissionais e prejudicado novos concursos públicos, colocando em risco o patrimônio científico da instituição.

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