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Radares no oeste do Paraná não serão impactados por decisão judicial, afirma EPR Iguaçu

Em meio à polêmica nacional, a EPR Iguaçu esclarece que os radares instalados nas rodovias sob sua concessão são operados pela própria concessionária
20 ago 2025 às 17:58
Por: Agência Brasil e Portal Tarobá

A juíza substituta Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal de Brasília, determinou, na noite dessa segunda-feira (18), que o governo mantenha “em pleno funcionamento” os radares de velocidade que pararam de operar devido à falta de recursos para manutenção. Cabe recurso. 


Pela decisão, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem 24 horas para notificar todas as concessionárias de radares de rodovias federais a manter os equipamentos em operação. 

A magistrada estipulou multa diária de R$ 50 mil por radar que não estiver em pleno funcionamento, a ser aplicada sobre a empresa responsável pela manutenção dos equipamentos. O mesmo valor de multa deve ser aplicado ao Dnit, caso demore a notificar as concessionárias. 


A decisão foi proferida numa ação popular aberta em 2019 contra o governo do então presidente Jair Bolsonaro, que, à época, havia ameaçado desligar milhares de radares em rodovias federais.  


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Na ocasião, o governo firmou Acordo Nacional de Radares, comprometendo-se a manter ligados e em operação 100% dos equipamentos instalados em locais com níveis de criatividade médio, alto e altíssimo, tendo como base análises de acidentes e mortalidades nas rodovias federais.


No Oeste do Paraná, onde as estradas são concedidas à EPR Iguaçu, a concessionária esclareceu, por meio de nota, que os 11 radares atualmente ativos não serão impactados por decisões judiciais recentes que envolvem equipamentos de fiscalização em outras regiões.


Segundo a EPR Iguaçu, os radares são operados diretamente pela concessionária, e o contrato de concessão prevê a instalação de mais 32 radares nos primeiros 12 meses de vigência do contrato.


A empresa afirmou ainda que é responsável por toda a estrutura dos equipamentos, incluindo aquisição, instalação e manutenção dos radares, reforçando o compromisso com a segurança viária nas rodovias sob sua gestão.



Contratos suspensos


Neste ano, contudo, o Dnit informou à Justiça Federal a suspensão dos contratos para a manutenção dos radares, em função de falta de previsão de recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. 

A Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito (Abeetrans) também informou à Justiça que as concessionárias não conseguiriam mais manter 100% dos radares funcionando devido à suspensão dos contratos pelo Dnit. 


Segundo o Dnit, são necessários R$ 364,1 milhões para manter o sistema nacional de radares em pleno funcionamento, mas o Orçamento da União prevê apenas R$ 43,36 milhões para os contratos de manutenção. 


A Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito (Abeetrans) destacou, ainda, que a arrecadação federal com multas aplicadas pelos radares de velocidade supera R$ 1 bilhão por ano. Sendo assim, ao suspender os contratos, na prática o governo abre mão mais de R$ 500 mil em receita, uma vez descontados os custos com a manutenção dos equipamentos. 


“Ou seja, em dose dupla, a União está abrindo mão de receitas e comprometendo a segurança viária, incentivando as altas velocidades nas rodovias e, por conseguinte, as mortes no trânsito já aumentaram”, escreveu a juíza Diana Wanderlei. 


Prazo


Ela deu cinco dias para que o governo federal “apresente o planejamento de recursos orçamentários para imediato pagamento dos investimentos realizados para o fiel cumprimento do Acordo Nacional dos Radares, em até cinco dias”. 


A magistrada ordenou, ainda, que o Dnit informe em 72h as consequências do apagão de radares em rodovias federais e o valor exato necessário para o cumprimento do acordo judicial sobre radares. 

Em nota à Agência Brasil, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o "Dnit foi intimado hoje da decisão e empregará os esforços necessários para o seu cumprimento".

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