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Revolta e prejuízo: queda de energia mata milhares de peixes em pesque-pague de Cascavel

Cerca de 50 mil peixes morreram. Além de oferecer o sistema de pesque-pague para os consumidores, o pesqueiro também produzia tilápia para comercialização em frigoríficos
06 mar 2025 às 15:39
Por: Portal Tarobá

Um pesqueiro de Cascavel perdeu quase toda a produção na madrugada desta quinta-feira (06). Os dois açudes de peixes amanheceram com dezenas de milhares de peixes mortos.


Cerca de 50 mil peixes morreram. Além de oferecer o sistema de pesque-pague para os consumidores, o pesqueiro também produzia tilápia para comercialização em frigoríficos, principalmente durante o período da Quaresma, quando a procura por peixes aumenta muito.


Até o início da tarde desta quinta-feira, a propriedade onde o pesqueiro está localizado ainda estava sem energia. A proprietária do pesqueiro, Simone Carvalho, visivelmente emocionada e abalada, disse estar muito triste com a perda de praticamente um ano de trabalho.


Os peixes morreram devido à falta de oxigênio na água. Os oxigenadores pararam de funcionar por volta das 15h30 de quarta-feira (05), devido a uma instabilidade na energia causada por um vendaval. Segundo Simone, após uma hora e meia sem energia, os peixes começaram a boiar mortos.


Simone abriu um protocolo na Copel ainda na tarde de quarta-feira, mas a companhia de energia apenas recomendou que ela fizesse fotos e vídeos para comprovar o prejuízo.

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Ainda há dois tanques com peixes menores que estão resistindo, mas já mostram sinais de sofrimento, como mudança de coloração e dificuldades para respirar.


Além do prejuízo financeiro e da tristeza de ver milhares de peixes que seriam alimentos mortos, o trabalho de remoção dos peixes da água é manual e insalubre. Eles são carregados em bolsões e colocados em valas abertas na própria propriedade. Os açudes agora precisarão ser esvaziados e descontaminados, para só depois receberem novos peixes.


Simone Carvalho afirmou que não sabe como irá pagar suas contas e financiamentos devido ao tamanho do prejuízo. Ela contou que pagou R$ 15 mil em energia elétrica apenas neste mês e disse que não quer amargar esse prejuízo sozinha, buscando o reembolso junto à companhia.


Ela também afirmou que não é a primeira vez que o estabelecimento fica sem energia, apesar de ser a primeira vez que os peixes morreram devido à falta de oxigênio. Simone reclamou que a Copel não dá satisfação sobre os prazos para o retorno da energia.


Em nota, a Copel informou que as equipes de campo da companhia seguem trabalhando para restabelecer a energia em mais de 2 mil propriedades que ficaram sem energia desde a tarde de quarta-feira (05).

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