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Samba Pé Vermelho faz nova apresentação no RU da UEL

Show aberto, no fim da tarde desta quinta (17), integra programação do projeto Samba dá Voltas, com patrocínio do Promic
17 set 2026 às 14:29
Por: Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação

Com a proposta de democratizar o acesso à música brasileira, levando apresentações a locais públicos de Londrina, o projeto Samba dá Voltas apresenta o Samba Pé Vermelho aos frequentadores do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O show gratuito será na área externa do RU, na quinta-feira (17), às 18h.


Criado este ano pelo grupo Samba Pé Vermelho, o circuito de rodas de samba busca aproximar o gênero do cotidiano da população, levando apresentações para diferentes regiões da cidade. Mais do que música, a iniciativa promove encontros comunitários e valoriza a história do samba londrinense. O circuito é aberto ao público e convida pessoas de todas as idades a participar.


De acordo com o secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, levar música brasileira a todas as partes da cidade é fundamental para preservar a memória da cena musical de Londrina e dar visibilidade aos artistas locais. “Samba é o mais brasileiro dos ritmos e temos nossa produção, de raízes londrinenses. O projeto Samba dá Voltas tem o propósito de mostrar essa riqueza para toda a população, independentemente da idade, região ou classe social. A música é uma linguagem universal contagiante e ter acesso às apresentações gratuitas, ao ar livre, é um direito de todos”, disse o secretário.


A iniciativa tem patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC). Já foram realizadas 6 apresentações ao longo de 2026 em espaços públicos de Londrina: Concha Acústica, Anfiteatro do Zerão, Calçadão da UEL e feiras livres. Cada show tem aproximadamente uma hora e meia de duração, com 15 a 20 canções, incluindo clássicos, MPB e composições próprias do Samba Pé Vermelho.

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“A faísca foi perceber que Londrina tem uma história riquíssima de samba, mas esses nomes muitas vezes ficam fora dos circuitos institucionais”, conta Tiago Novaes, autor do projeto. “A partir disso, pensamos: e se a gente criar um circuito só nosso, na rua, que gira a cidade de forma contínua? Daí nasceu o Samba Dá Voltas”, explicou.


Música e coletividade

O projeto é formado por uma equipe de onze pessoas, responsáveis pela produção, comunicação, organização e execução musical. Tiago Novaes fica na produção/coordenação musical; Beatriz Amaro, na produção executiva/administração; e Gabrielle Cortellete, no marketing. A linha de frente musical é composta por nove músicos que sustentam o som do Samba Pé Vermelho: Marcelle Terra (vocalista), Carlos Pereira, Daniel Rodelo, Gustavo Gorla, Nycolas Horn, Renato Stecca, Wellington Filho e Wilson Júnior, além do próprio Tiago Novaes, que também é instrumentista.


Cada roda de samba apresenta um repertório que mescla clássicos do gênero e composições autorais, criando um ambiente de proximidade entre músicos e público. O formato favorece a participação espontânea da comunidade e transforma espaços públicos em locais de convivência e celebração da cultura popular.


A cada apresentação, o circuito recebe convidados especiais. Já participaram Silvia Borba, Marcelle Terra, Cícero Souza e estão previstos, para as próximas edições, Braguinha e Luiza Braga. “Na prática, funciona assim: a gente ensaia, planeja o repertório de cada território, e ocupa o espaço público, fortalecendo a cena local por meio do trabalho coletivo entre músicos, produtores e artistas convidados”, explicou Novaes.


Preservação da memória

Um dos principais compromissos da iniciativa é a preservação da memória do samba londrinense. Ao reunir artistas e público em diferentes espaços, o projeto reforça a importância de reconhecer e valorizar a trajetória de músicos que ajudaram a construir a identidade cultural da cidade.


“A memória é o fio condutor. Cada apresentação já é uma homenagem aos mestres, sambistas e comunidades negras e tradicionais que trouxeram o samba pra Londrina e não foram reconhecidos como deveriam. Na UEL, essa homenagem ganha ainda mais sentido, porque é o espaço do conhecimento – lembrar quem veio antes é também produzir conhecimento”, ponderou o coordenador do projeto.


UEL como palco


A escolha por locais como feiras e, mais recentemente, a Universidade Estadual de Londrina (UEL), é estratégica. A apresentação na instituição carrega um significado afetivo para o grupo, já que boa parte dos integrantes é egressa da universidade ou mantém vínculos com ela. Embora não tenha sido pensada como uma comemoração específica, a realização na UEL reforça o laço coletivo com a instituição e amplia o alcance cultural.


Tiago Novaes revela que há algo especial preparado para o ambiente universitário. “Para essa edição em frente ao RU, a gente preparou um repertório para o começo de noite, mais leve, para cima, que conversa com a juventude, sem perder a raiz. O público pode esperar uma roda de samba vibrante, de acolhimento. É pé no chão, sem distância de palco, bem na hora que o campus está enchendo para o período da noite”, afirmou.


O repertório terá clássicos, daqueles que todo mundo canta junto, MPB que dialoga com a juventude e também as músicas autorais do Samba Pé Vermelho. O grupo escolheu o espaço em frente ao RU, porque é um ponto de encontro da UEL, onde muitos estudantes costumam passar antes de ir para aula. “É um espaço de formação, de encontro e de futuro. Levar o samba para ali é receber o estudante com cultura, antes mesmo da aula começar”, concluiu Novaes.

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