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Saúde faz primeira reunião para implantação do método Wolbachia em Londrina

11 jan 2024 às 07:17
Por: Assessoria de Imprn
VIVIAN HONORATO/N.COM

O município de Londrina, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), recebeu nesta quarta-feira (10) a primeira reunião para a implantação do método Wolbachia na cidade. O encontro ocorreu na sede do SAMU Londrina (avenida Dez de Dezembro, 1.650), e contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e da SMS.


Londrina é uma das seis cidades selecionadas no Brasil para a implantação do método. As outras cinco cidades que também irão receber a metodologia da Wolbachia são Presidente Prudente (SP), Natal (RN), Uberlândia (MG), Joinville (SC) e Foz do Iguaçu (PR).


Essa escolha se deu pelo fato de Londrina ter implementado muitas melhorias no processo de trabalho do setor de endemias, com a utilização de novas tecnologias, informatização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e a criação de software. 


Também são fatores importantes o fato de a cidade já fazer o monitoramento com ovitrampas nas regiões com maior incidência do vetor, e a descentralização da notificação de casos de dengue para a Unidade Básica de Saúde (UBS), de forma que o tempo resposta entre o caso notificado e a ação de campo do agente seja menor, além do cumprimento de alguns requisitos como a temperatura média mensal e a estratificação de risco. Isso tudo trouxe uma segurança de que os resultados sejam positivos, devido à organização de todo o trabalho de campo que já existe.


Luciano Andrade Moreira, pesquisador da Fiocruz e coordenador nacional da World Mosquito Program (WMP) no Brasil, instituição responsável por gerenciar e implantar o método nas cidades escolhidas, contou sobre os resultados da pesquisa até o momento. “As evidências que nós temos coletado mostram uma eficácia bastante alta para redução de arboviroses, como é o caso da dengue, Zika e Chikungunya. Eu acredito que vai ser primordial essa parceria com o Município para que o método funcione de forma satisfatória e traga essa diminuição de casos”, comentou.

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O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, enfatizou a importância do trabalho em conjunto para que a operação surta efeito e alcance êxito. “O Ministério da Saúde está construindo politicas públicas em parcerias, e isso é muito importante devido a extensão do nosso país e as diferenças de realidades vistas em várias regiões do Brasil. Então, trazer novas tecnologias e essa aproximação com o Ministério da Saúde e com a Fiocruz, é, com certeza, muito bem-vinda. E nós esperamos os bons resultados, que já foram vistos em outras cidades onde o método foi utilizado. E quem sabe, daqui alguns anos nós não precisaremos mais falar em dengue.”


O método – O método visa promover o combate ao vírus da dengue, Zika e Chikungunya, doenças transmitidas através do mosquito Aedes aegypti. Para isso, serão soltos mosquitos que contenham o micro-organismo da Wolbachia, uma bactéria que já é presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas que não está presente no mosquito Aedes aegypti.


Os mosquitos portadores da Wolbachia são produzidos pela Fiocruz, e a intenção é que, através do seu cruzamento com mosquitos selvagens, o resultado seja o aumento de mosquitos portadores da bactéria, que bloqueia arbovírus. Isso irá diminuir proporcionalmente a quantidade de mosquitos contaminados com o vírus da dengue, Zika e Chikungunya.


 A bactéria Wolbachia não pode ser transmitida para o ser humano e não causa qualquer impacto ao meio ambiente.É importante lembrar que este novo método em implantação na cidade de Londrina não exclui a importância de se manter as medidas permanentes de combate ao mosquito da dengue. Por isso, a população ainda precisa estar atenta a suas casas e seus quintais em relação a qualquer objeto que possa acumular água e se tornar um criadouro do mosquito Aedes aegypti. Existe um planejamento a ser realizado até chegar à fase de “entregar” no ambiente os mosquitos com a Wolbachia.




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