A Secretaria Municipal de Saúde anunciou a ampliação da Rede Carinho, com contratação de novos neuropediatras, para zerar a fila de consultas voltadas a crianças e adolescentes diagnosticados com alguma neurodivergência.
Atualmente, o município já conta com três profissionais contratados e pretende aumentar esse número para cinco médicos, por meio do Projeto Cuidar. Na rede particular, cada consulta com um especialista na área custa, em média, R$ 220, segundo levantamento da pasta.
A demanda em Londrina é alta: quase 1.500 crianças e adolescentes aguardam atendimento desde 2017, especialmente na Policlínica Municipal, no centro da cidade.
Entre os pais que aguardam atendimento está Vânia da Silva Jorge, mãe da pequena Ayanna, de dois anos e meio, que busca orientações para melhorar a qualidade de vida da filha.
Durante todo o ano de 2024, foram realizadas 405 consultas, número que subiu para 595 em 2025. Com a ampliação da equipe e do número de atendimentos, a secretária de Saúde, Vivian Feijó, projeta que a fila seja zerada em até seis meses.
Entre as neurodivergências mais conhecidas estão o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
As consultas deverão ser agendadas via UBS, e os pais ou responsáveis precisam manter dados pessoais e endereço atualizados para garantir o atendimento.