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Suspeito nega envolvimento e aponta esposa como responsável por esquema milionário

Homem prestou depoimento à Polícia Civil e afirmou que parceira comandava a rede de estelionato
04 fev 2026 às 11:55
Por: Portal Tarobá

O homem acusado de ser um dos líderes de uma quadrilha especializada em estelionato prestou depoimento à Polícia Civil de Londrina nesta quarta-feira (04), afirmou que os crimes eram cometidos pela mulher enegou qualquer participação direta nos crimes.


“Desconheço qualquer atividade, saber até sei, não participo de nada. O dinheiro meu é fruto de trabalho total desde criança. Não uso, não usei, não aprovo nada”, disse o suspeito em parte do depoimento.


A versão apresentada pelo investigado, no entanto, é contestada pela Polícia Civil. Segundo o delegado Edgar Soriani, o homem levava uma vida de luxo incompatível com sua renda declarada, e a polícia trabalha para comprovar seu envolvimento nos crimes de estelionato.


Durante a transferência de veículos apreendidos da residência do casal para um galpão da polícia, foram encontrados mais de R$ 10 mil em dinheiro dentro de um dos automóveis. Entre os bens recolhidos estão também duas caminhonetes, um SUV, cartões de crédito em nome de terceiros e uma arma de fogo.

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As investigações apontam que o casal abordava pessoas em situação de vulnerabilidade social, prometendo dinheiro para a compra de drogas. Em troca, utilizava o nome dessas pessoas para abrir contas bancárias, contratar empréstimos e emitir cartões de crédito. Uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, relatou ter recebido R$ 5 mil para permitir a utilização de seu nome, acreditando que tudo ocorreria de forma segura e legal.


“Não imaginei que seria tão grave. Eles prometeram que, caso houvesse algum problema, pagariam advogado para mim. Fui indicada por um amigo, estava desesperada e não pesquisei os riscos”, contou a vítima.


Segundo o delegado Soriani, o esquema funcionava como uma espécie de pirâmide: pessoas eram incentivadas a indicar novas vítimas, recebendo comissões, o que ampliava o alcance dos golpes. A Polícia Civil alerta que aqueles que venderam seus nomes de forma voluntária também podem ser responsabilizados, caso não colaborem com as investigações.


O casal segue preso preventivamente, assim como dois funcionários acusados de atrair as vítimas e abrir contas bancárias em nome delas. Os golpes, que teriam ocorrido entre 2023 e 2025, podem ter movimentado mais de R$ 20 milhões. Um quinto suspeito ainda não foi localizado.


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