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Três mulheres mortas em três meses acendem alerta para feminicídios em Cascavel

05 mar 2026 às 12:38
Por: Portal Tarobá

Três mulheres assassinadas em apenas três meses em Cascavel. Histórias diferentes, mas com o mesmo desfecho trágico. Crimes que reforçam o alerta sobre a violência contra a mulher, justamente no mês de março, quando se intensificam as discussões sobre direitos e proteção feminina.


Uma das vítimas é Clerini Maria, de 68 anos. Moradora do bairro Universitário há muitos anos, ela estava sem dar notícias para familiares e amigos desde o último domingo. Preocupados, parentes foram até a casa dela na noite desta semana e encontraram a mulher morta, com ferimentos provocados possivelmente por faca.


A Polícia Militar foi acionada e confirmou o crime. Conhecidos da vítima suspeitam que o autor possa ser um homem que ela teria conhecido pela internet e com quem mantinha um relacionamento recente, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.


Antes disso, outro caso de feminicídio já havia sido registrado na cidade. No dia 3 de fevereiro, Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos, foi morta no loteamento Belmonte após uma discussão com o ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Segundo as investigações, ele atirou contra a vítima e a jogou para fora do carro. O suspeito, que era CAC (colecionador, atirador e caçador), foi preso horas depois enquanto tentava fugir. Ana deixou um filho.


Quinze dias depois, outro crime chocou a cidade. Mayara Krupinski, de 31 anos, foi morta a facadas pelo marido na frente do filho de apenas cinco anos. De acordo com informações da polícia, ela já havia sido agredida outras vezes. Mayara chegou a receber orientação das equipes da Patrulha Maria da Penha, mas decidiu tentar manter o relacionamento.

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Os casos refletem uma realidade preocupante. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que, no ano passado, o Brasil registrou recorde de feminicídios, com mais de 1.400 mulheres assassinadas.


Em outubro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que aumenta a pena para crimes de feminicídio e para casos de violência contra a mulher. A nova regra estabelece pena mínima de 20 anos e máxima de até 40 anos de prisão para condenados por crimes motivados por violência doméstica ou discriminação de gênero.


Autoridades reforçam que as mulheres contam com uma rede de apoio e que denunciar situações de violência é fundamental para evitar que casos como esses terminem em tragédia.

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