O Hospital Universitário não corre mais risco, pelo menos por enquanto, de suspender serviços essenciais por falta de profissionais. Segundo a superintende do HU, Vivian Feijó isso poderia acontecer caso as horas extras não fossem liberadas.
“Isso vem solidificar toda a infraestrutura necessária para que a gente continue sem nenhum tipo de restrição em relação aos leitos ofertados no enfrentamento da pandemia”, aponta Vivian.
Nesta terça-feira (15), a reitoria autorizou, em caráter excepcional e por decisão ao Conselho Administrativo (CA), que os servidores dos serviços essenciais possam trabalhar período a mais que o contratado. Mas isso, segundo a própria reitoria, ocorre até que haja a avaliação final da solicitação apresentada pela administração para os órgãos do governo.
“Nesse momento as tratativas com a comissão de política salarial continuam por parte da reitoria. Mas tem um aceno positivo por parte da [secretaria de] saúde garantindo as horas da saúde. Então eu não conto com a possibilidade de supressão das horas extras no HU”, comenta a superintendente.
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além do HU, estão autorizadas horas extras para a Clínica Odontológica (COU), no Hospital Veterinário (HV) e para a manutenção de serviços essenciais no Campus Universitário relacionados à saúde da população, como de combate à pandemia do Coronavírus e com o controle da epidemia de dengue.
A autorização para que os servidores façam horas extras foi suspensa no mês passado pelo Conselho de Administração. A decisão passaria a valer partir desta quarta-feira (16).
“Eu entendo que enfrentamos uma pandemia, trabalhamos com saúde e essa situação traz uma intranquilidade para os colaboradores. Acredito que isso vai estar organizado pela Secretaria de Saúde e finalizando as tratativas, até o recesso espera-se uma decisão mais definitiva. Isso, para que a administração da Universidade, por parte da reitoria, tenha mais tranquilidade na autorização e controle dessas horas”, finaliza.]
Reativação de leitos
No início do mês foram ativados 45 leitos para exclusivos para o tratamento de pessoas infectados com o novo coronavírus no HU. Ao todo, foram reabertos dez leitos UTI Adulto, nove UTI Pediátrica e 26 leitos de Retaguarda Clínica. A decisão foi tomada após o aumento, considerável no número de casos de Covid-19 em Londrina. Isso impacta diretamente na elevação das taxas de ocupação de leitos para o tratamento da doença no HU.
"A reativação dos 45 leitos é igualmente importante para se garantir condições seguras do ponto de vista da prevenção da disseminação da infecção pelo SarsCov-2 na instituição, que organiza vários fluxos internos de trabalho visando separar os diversos perfis de pacientes com Covid-19 (Suspeito, Confirmado, Descartado e Positivo fora do período de transmissão)", dizia o comunicado do hospital.