O presidente da Câmara de Cascavel, Alécio Espínola, ganhou nesta tarde em seu gabinete a visita do diretor geral do Hospital Universitário, Edson Luiz Leismann. O visitante entregou respostas aos pedidos de informações sobre atrasos em obras importantes no HU.
Alécio e o colega Josué Souza, da Comissão de Saúde, visitaram no mês passado a direção do nosocômio, querendo saber por que a conclusão das alas de queimados e neo natal ainda não estão prontas. O questionamento é antigo e gera cobranças da comunidade. Há alguns dias, 17 mulheres parturientes foram atendidas em corredor, por falta de vagas. O HU abrange região com mais de 1 milhão de habitantes e não pode recusar paciente.
O principal problema continua sendo falta de dinheiro. Em pouco mais de três anos foram retidos ao redor de R$ 5 milhões por determinação federal, dinheiro referente a 30% dos serviços produzidos para o SUS. O barulho político de Alécio, respaldado pelos demais vereadores, vem de outras legislaturas e repercutiu no governo estadual, com apoio do superintendente da Casa Civil, vereador licenciado Gugu Bueno. Na conversa desta segunda-feira o dirigente do HU disse que, brevs, serão pagos atrasados do serviço de lavanderia, médicos com salários pendentes e outros credores imediatos.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, conhece a pauta de reivindicações e confirma haver priorizado o assunto. A ordem é agilizar soluções. Técnicos da SESA vieram ao município na semana retrasada e fizeram levantamentos atualizados. Alguns medicamentos que faltavam no estoque já foram repostos. Alécio pretende intensificar a pressão e vai marcar audiência com Preto, em Curitiba, buscando agenda também junto ao governador Ratinho Júnior. Nos dados repassados por Edson consta que as médias mensais de atendimentos no Universitário aumentaram em 2019, no comparativo ao mesmo período do ano passado.