Desde o início da pandemia de Covid-19 em Londrina, o Hospital Universitário teve baixa de 30% dos funcionários. Isso quer dizer que em algum momento, os funcionários precisaram ser afastados por problemas de saúde, inclusive infectados por Covid-19. Em alguns casos, o afastamento passa de 30 dias. Isso significa menos gente para cuidar dos pacientes que estão internados no hospital que é a referência no tratamento do coronavírus em Londrina e na região.
Além disso, a superintendente do HU, Vivian Feijó, conta que muitos estão exaustos. O ritmo de trabalho é intenso e houve um aumento de casos nos últimos dias. Ela aponta que isso tem causado um desfalque nas escala, tanto médica, de enfermagem, limpeza, e tem sido um problema cotidiano a ser administrado. Nesta segunda-feira (11), o hospital estava com 100% dos leitos ocupados.
“Isso leva a sobrecarga das equipes que permanecem trabalhando”,
Feijó conta ainda que a porcentagem de testes realizados no hospital vem aumentando. No dia 31 de dezembro, chegou a 43%. O número de jovens infectados tem assustado. Entre eles, há mais casos confirmados que suspeitos e muitos já chegam em estado grave. “A maioria do pacientes que têm entrado no pronto-socorro já precisam de oxigênio. Para que os casos não se agravem ainda mais, usamos a ventilação não invasiva para que não seja necessária a internação na UTI e a intubação”.