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Ciência e saúde

Mutação genética em Aedes promete diminuir população do mosquito em Londrina

22 jun 2023 às 14:16
Por: Portal Tarobá

A Secretaria de Saúde de Londrina está implantando um projeto piloto contra dengue na cidade. O projeto consiste em soltar mosquitos Aedes aegypt machos estéreis, ou seja, que não picam e não transmitem o vírus, para se reproduzirem com as fêmeas.


Em seis meses, aproximadamente seis milhões de mosquitos devem ser soltos na zona leste.


A população não precisa se preocupar, porque uma mutação genética fez com que estes mosquitos não consigam se reproduzir. O início do projeto começará no Conjunto Mister Thomas, onde serão soltos, a princípio, 300 mil mosquitos por semana.


A experiência já foi realizada em outros municípios e apresentou resultados positivos.


Os mosquitos machos, estéreis, ao cruzarem com as fêmeas, farão com que elas ponham ovos não fecundados, diminuindo a população de Aedes aegypt, reduzindo o número de doentes contaminados.

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Além do Conjunto Mister Thomas, a Secretaria de Saúde também espalhará armadilhas no Conjunto Jamile Dequech, na zona sul. Lá não serão soltos mosquitos. O objetivo é fazer apenas a captura e a contagem, para um comparativo entre os dois bairros.


Felippe Machado, secretário de Saúde, diz que “semanalmente nós faremos o recolhimento e a análise desses dados, para serem nossos norteadores das ações em relação ao enfrentamento da dengue”.


Londrina é o terceiro município do norte do Paraná a implantar esse projeto piloto, em parceria com uma empresa privada. A experiência já foi feita em Jacarezinho e Ortigueira. No total, serão soltos 6 milhões de mosquitos. Nesse momento não há custo para a prefeitura e, caso seja aprovado, um edital de licitação deve ser aberto, para que o projeto seja implantado em todo o município.


“Agora no inverno o Aedes está mais fragilizado e é a hora adequada para fazermos essas ações mais intensivas contra o mosquito. Por isso é que nós esperamos a chegada do inverno para lançarmos mão dessa tecnologia que, evidentemente, não substitui os cuidados básicos” reforça e alerta Felippe Machado.

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