Quem procura o Pronto Atendimento Infantil de Londrina tem tido que esperar horas por uma consulta. Mães, pais e avós de crianças que precisam do PAI entraram em contato com o Portal Tarobá News depois de mais de sete horas de demora no atendimento neste final de semana. "Meu filho teve uma fratura no braço e me informaram que não tem ortopedista; você entra lá e os médicos estão sentados, mexendo no celular, não tem condições", desabafou Welington Aparecido, pai de Yuri, de 9 anos.
A demora é tanta que projetos sociais que fornecem marmitas a moradores de rua da região central estavam distribuindo comida aos pacientes. "Sempre que estamos aqui aos finais de semana presenciamos o PAI lotado; muitas pessoas não tem como sair pra comer ou não tem condições, por isso ajudamos", afirmou Rodolfo Kayser, da Associação Evangélica Nova Vida.
O operador de máquinas Genil Teodoro levou o filho Miguel, de 11 anos, com suspeita de cólica de rim. "A enfermeira me disse que não tem previsão da hora que vamos sair daqui e nem jantamos; já liguei na ouvidoria, mas foram cruéis comigo e disseram que isso é responsabilidade do prefeito. Está feia a situação da nossa cidade". Renan Bueno, de 31 anos, foi até a Unidade de Saúde com o filho de 2 anos após uma queimadura e alegou que a demora é constante. "O PAI está um caos, pessoas ficam mais de 10 horas pra ser atendidas; queremos saber pra onde está indo nosso imposto. Esse é o lugar dos rejeitados, não tem ninguém que pode ajudar a gente, Londrina está abandonada na área da saúde", disse.
A enfermeira responsável pelo plantão comunicou que os três médicos escalados para o período da noite estavam clinicando normalmente, mas o grande número de intercorrências durante a tarde de sábado teria atrasado o atendimento. De acordo com a funcionária, a espera seria de, em média, 5 horas e 40 minutos.
Colaborou; Andelson Moro.