O Comitê Executivo de Saúde de Londrina emitiu uma carta aberta, nesta terça-feira (2), em que relata a preocupação com a situação da Covid-19 na cidade. Entre os pedidos feitos por órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, estão a intensificação do combate à doença com uso de medidas de higiene e distanciamento. “Todas as instituições envolvidas direta ou indiretamente no combate à pandemia assumam as suas responsabilidades de forma integrada e harmônica, e que a sociedade civil contribua ativamente para a prevenção da disseminação do vírus”.
O risco, segundo o Comitê, é que aconteça nos hospitais de Londrina um colapso de atendimentos, como foi visto em cidades como Manaus, por exemplo, com hospitais superlotados e falta de leitos e insumos.
“A Resolução do COESP (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública) resultante da reunião realizada em 28 de janeiro de 2021 informa que “os números de casos confirmados e notificações de SG nas últimas semanas são os maiores observados desde o início da pandemia em Londrina”, o que colocou o município na condição de “Risco Muito Alto – ROXO”, dentro da classificação do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde)”.
Janeiro foi considerado o pior mês da pandemia em Londrina. Em 31 dias, foram confirmados mais de 8300 casos de Covid-19 e 134 pessoas morreram em decorrência de complicações da doença. O número é 24% superior a dezembro, até então considerado o pico de contaminação e casos do coronavírus.
Confira a nota na íntegra:
O Comitê Executivo de Saúde de Londrina reúne representantes de órgãos públicos dos Poderes Executivo e Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil, de instituições públicas e particulares que atuam na área da saúde, de conselhos profissionais, além de profissionais da saúde e da área jurídica. Tem como principal objetivo prevenir e qualificar a judicialização da saúde. A pluralidade de sua composição e a proposta de uma interlocução direta entre todos os atores envolvidos na discussão do direito à saúde permite que problemas complexos sejam evitados ou resolvidos da forma mais rápida e eficaz possível.
O expressivo aumento da demanda por atendimentos médicos e hospitalares causado pela pandemia da COVID-19 vem sobrecarregando de forma bastante preocupante os serviços de saúde da região de Londrina em todos os seus níveis. A Resolução do COESP resultante da reunião realizada em 28 de janeiro de 2021 informa que “os números de casos confirmados e notificações de SG nas últimas semanas são os maiores observados desde o início da pandemia em Londrina”, o que colocou o município na condição de “Risco Muito Alto – ROXO”, dentro da classificação do CONASS. Os efeitos concretos da recém-iniciada vacinação no Brasil demandarão certo tempo para serem verificados porque a aplicação das doses será progressiva e dependente de questões complexas a serem solucionadas, como disponibilidade de insumos e cronograma de aplicação.
Para evitar o colapso da saúde pública que já vem sendo observado em outras regiões do país, é indispensável que todas as instituições envolvidas direta ou indiretamente no combate à pandemia assumam as suas responsabilidades de forma integrada e harmônica, e que a sociedade civil contribua ativamente para a prevenção da disseminação do vírus. Nunca uma única doença foi tão estudada em um período tão curto na história. Apenas nos primeiros 25 dias do ano de 2021, mais de 5000 artigos científicos relacionados à COVID-19 foram publicados em periódicos indexados no Pubmed (Biblioteca Americana de Medicina), nas mais diversas áreas de abrangência da epidemia e muitos deles com resultados discordantes.