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Banco Central não vai segurar dólar 'no peito', diz Galípolo

02 dez 2024 às 15:23
Por: Uol
Imagem: Lula Marques/ Agência Brasil

O diretor de política monetária do Banco Central e futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que a autoridade monetária não vai segurar o câmbio "no peito" e que o câmbio flutuante é um dos pilares da matriz econômica. O dólar chegou à marca dos R$ 6 nos últimos dias. Galípolo falou em evento da XP para investidores.


O que ele disse

Câmbio flutuante é pilar para a economia, disse. Ao falar sobre a possibilidade de o BC atuar para conter a desvalorização da moeda brasileira, Galípolo disse que o câmbio flutuante "é um dos pilares da nossa matriz econômica" e "está cumprindo muito bem seu papel". "Seguimos atuando só quando há disfuncionalidade", disse. 


BC não vai segurar o dólar "no peito", disse. Galípolo afirmou que as discussões sobre a possibilidade de o BC atuar sobre o dólar às vezes vão surgir. "Tem US$ 370 bilhões de reserva, por que não segura no peito? Mas quem está no mercado sabe que não é assim que funciona", disse.


Pode haver atuação do BC devido a movimento sazonal. Ele sinalizou que há a possibilidade de uma atuação do BC no câmbio no final do ano, devido a um movimento sazonal de envio de dividendos para fora do país.

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Economia está mais dinâmica do que se imaginava. Galípolo disse que as projeções sobre endividamento do governo não mudaram tanto quanto as projeções para inflação e juros. Para ele, isso pode ser consequência de uma situação de mais dinheiro na mão das pessoas, e menos devido a um maior endividamento público. 


"Talvez a surpresa se dê menos numa despesa adicional que surgiu no caminho, de que o governo passou a gastar mais, e mais porque a economia esteja se mostrando mais dinâmica do que se imaginava. Talvez a progressividade da política fiscal praticada esse ano, colocou mais dinheiro na mão das pessoas e isso levou a um dinamismo superior ao que se imaginava."

Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central


Cenário do país demandou "juros mais altos por mais tempo". O diretor disse ainda que o cenário atual do país pediu uma política monetária mais contracionista, o que levou o BC a elevar os juros.


"Parece lógico que, para uma economia mais dinâmica do que se esperava, desemprego na mínima da série histórica, somada a uma moeda mais desvalorizada, que isso demanda uma política mais contracionistas, juros mais altos por mais tempo. É em cima desse cenário que o BC foi caminhando de um corte, para uma pausa e um ciclo de alta de juros que iniciamos nas duas últimas reuniões."

Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central


Situação econômica atual é "desafio para uma geração". Para Galípolo, o fato de o Brasil ter juros de 11,25% em uma situação de pleno emprego é algo que não se resolve com uma reunião do Copom, mas sim um "desafio para uma geração". Segundo ele, a perspectiva de desaceleração da economia "tem sido frustrada sistematicamente". "Todos nós temos sido surpreendidos e isso passa por um desafio de uma geração", diz.

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