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Economia

Bolsas de NY fecham em forte queda com coronavírus e índices entram em correção

27 fev 2020 às 19:45
Por: Estadão Conteúdo

As bolsas de Nova York fecharam em forte queda, nesta quinta-feira, 27, com uma fuga em massa do ativos de risco com avanço do coronavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) falou sobre a possibilidade de uma pandemia, e os principais índices acionários entraram em território de correção, registrando quedas superiores a 10% desde seu último pico.

O índice Dow Jones fechou em queda de 4,42%, em 25.766,64 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 4,42%, a 2.978,76 pontos. O Nasdaq recuou 4,61 a 8.556,48 pontos. No horário de fechamento das bolsas, o índice VIX, um indicativo da volatilidade e "medidor do medo", subia 35,96%, a 37,47 pontos.

Destaque para a ações da Apple que caíram de 6,54%, enquanto a Intel se desvalorizou 6,40%. No setor de energia, os papéis da Exxon Mobil tombaram 6,02% e os da Chevron se desvalorizaram 3,99%. As ações da Microsoft fecharam em queda de 4,81%, após revisar ontem suas projeções para este trimestre, em função dos efeitos do coronavírus.

Embora a OMS tenha dito que ainda é possível conter o novo coronavírus, a principal economia da Europa, a Alemanha, afirmou que está no início de uma epidemia, e a Itália reportou mais um salto nos casos de contágio.

Enquanto economistas e instituições, como Fundo Monetário Internacional (FMI), apontam maior impacto no crescimento global, empresas revisam diretrizes contabilizando perdas com o surto. As gigantes de tecnologia Microsoft e Facebook cancelaram planos de participar em importantes eventos do setor nos próximos meses, aumentando a lista de companhias que estão restringindo viagens e eventos.

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O FMI e do Banco Mundial consideram fazer um "encontro virtual" no lugar das reuniões de Primavera marcadas para abril, época em que 10 mil pessoas de mais de 180 países costumam se encontrar em Washington. Na Suíça, a Nestlé suspendeu as viagens de executivos para outros países até meados março.

Para a LPL, "a situação é claramente perturbadora para os investidores, à medida que mais casos são relatados na Europa e na Ásia, e o primeiro caso de transmissão comunitária foi relatado nos Estados Unidos". Já a Pantheon espera alguma resposta do Federal Reserve (Fed, banco central americano). "O Fed não pode se afastar com a contração das condições financeiras, esperamos uma flexibilização a qualquer momento", arrisca a instituição.

Contato:[email protected]

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