Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Aba 1
Aba 2
Economia
Brasil

Cai o número de endividados no país, aponta entidade do comércio

Avaliação é de que dívidas pesarão mais na renda das famílias em 2025
07 fev 2025 às 09:20
Por: Agência Brasil
Marcello Casal JrAgência Brasil

Pelo segundo mês consecutivo, o percentual de famílias endividadas caiu no país, chegando a 76,1%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado de janeiro representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 p.p. no comparativo com o mesmo período em 2024.


Em janeiro, 20,8% dos brasileiros destinaram mais da metade dos rendimentos às dívidas, o maior percentual desde maio de 2024. Em média, as famílias destinaram 30% dos ganhos para esta finalidade, um aumento de 0,2 p.p.. O estudo mostrou o crescimento da percepção de endividamento, com 15,9% da população considerando estar “muito endividada”, contra 15,4% no final do ano passado.


“Os juros elevados e a seletividade do crédito fazem com que os consumidores procurem fazer menos dívidas e, como efeito adverso, aumentam sua percepção de endividamento. A leve melhora da inadimplência indica que houve um esforço nas casas brasileiras para equilibrar suas finanças, mas o comprometimento crescente da renda acende um sinal de alerta para a economia em 2025”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.


Segundo a entidade, como consequência dessa preocupação crescente, menos famílias estão com dívidas em atraso. Elas agora representam 29,1%, diante dos 29,3% de dezembro. O percentual daquelas que não têm condições de pagar o que devem também teve recuo mensal, de 13% para 12,7%. Apesar disso, os resultados ainda se mantêm acima dos patamares observados em janeiro de 2024, de 28,3% e 12%, respectivamente.


“Apesar da queda do endividamento, as dívidas estão consumindo uma parcela maior da renda das famílias brasileiras, especialmente por causa dos juros altos e prazos mais curtos. Esse cenário pode manter a inadimplência em patamares elevados nos próximos meses”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.

Outras notícias

Economia avança 0,34% em agosto e mantém sinal de desaceleração

Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia do mundo em 2027

Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,09 em dia de cautela


A pesquisa também analisou o endividamento por faixa de renda. Houve queda de 0,8 p.p. entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos (65,3%) e de 1 p.p. entre as que ganham até três salários mínimos (79,5%), no comparativo com dezembro. 


As famílias mais vulneráveis - até 3 salários mínimos - representaram o único grupo cujo percentual de endividamento aumentou, na comparação com janeiro de 2024 (79,2%).


Já a saída da inadimplência demonstra ser um caminho mais longo. A redução da parcela de consumidores com dívida em atraso ocorreu apenas entre os que ganham de três a cinco salários mínimos, saindo de 28,1% em dezembro para 27,5%. No decorrer de 1 ano, houve alívio apenas na faixa entre cinco e dez salários mínimos, com o índice caindo de 22,7% para 22%.


O cartão continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores, mesmo com a retração de 2,9 p.p., na comparação anual. Em contrapartida, destacam-se o crédito pessoal, com um aumento de 1,3 p.p., atingindo 10,9%, e os carnês, com crescimento de 0,6 p.p. em relação a 2024, chegando a 16,8%.


Apesar da recente melhora dos índices de endividamento e inadimplência, a CNC alerta que o endividamento das famílias pode voltar a crescer ao longo do ano. Os percentuais devem começar a subir a partir de março, fechando 2025 com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes.


“A necessidade de recorrer ao crédito para consumo, somada à manutenção de juros elevados, deve tornar a gestão financeira um desafio ainda maior para os consumidores brasileiros”, disse o economista Felipe Tavares.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Lote complementar do abono salarial começa a ser pago

Economia
Imagem de destaque

Prazo para empresas optarem por Simples acaba nesta quinta

Economia

Confiança dos industriais melhora, mas segue abaixo de 50 pontos

Economia

Prazo pra bancos devolverem R$ 1,3 bi de bets acaba nesta quarta

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Empresário é morto a tiros ao sair de casa em Londrina

Cidade
Londrina e região

Revoada de tanajuras chama a atenção em Londrina após chuva

Cidade
Londrina e região

Fim da escala 6x1 preocupa comércio de Londrina, diz ACIL

Cidade
Londrina e região

“Estou indo para o céu”; criança escreve carta após agressão

Cidade
Londrina e região

Polícia investiga agressão a menino de 12 anos em escola

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 7 I Imagem Profissional Estratégica I Jihana Rosa

Podcast Feirauto | EP 2 | Expectativas para a Feirauto | 13/10

Podcast Feirauto | EP 1 | Feirauto em Destaque | 09/10