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Economia

Captação líquida de fundos em julho atinge R$ 22,5 bi

07 ago 2019 às 16:10
Por: Estadão Conteúdo

A captação líquida da indústria de fundos em julho deste ano (R$ 22,5 bilhões) foi mais de quatro vezes maior do que o resultado positivo do mesmo mês do ano passado (R$ 4,98 bilhões), segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Com esse resultado, o setor acumulou de janeiro a julho uma captação líquida de R$ 161,7 bilhões, mais do que o dobro do registrado ao longo de todo o ano passado (R$ 96,9 bilhões).

Segundo comunicado da Anbima, o resultado de julho confirmou o cenário recente da indústria - com forte crescimento dos multimercados e dos fundos de ações. O primeiro grupo puxou a captação com 71% (ou R$ 16 bilhões) dos R$ 22,5 bilhões somados por todas as classes. O segundo grupo veio na sequência, com uma captação de R$ 6,7 bilhões, seguido dos fundos de previdência, com R$ 5 bilhões, e os de renda fixa, com R$ 2,4 bilhões. Na contramão, os fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs) tiveram resgate líquido no mês passado de R$ 9,37 bilhões, interrompendo uma sequência de dois meses de forte captação líquida.

Nas palavras do vice-presidente da Anbima e presidente da BB DTVM, Carlos André, o "mercado tem refletido a expectativa de permanência da taxa básica de juros nas alocações dos ativos por um período mais prolongado". "Até 2016, os fundos de renda fixa tinham uma captação maior na comparação com outras classes. Com a redução da Selic em 2017, houve uma procura maior dos investidores por alternativas de investimentos em fundos - e as classes de multimercados e de ações vêm ganhando cada vez mais relevância", escreve o executivo.

Em julho, grande parte da indústria apresentou, na média, rentabilidade positiva no mês. Uma explicação para isso, segundo a Anbima, é cenário de juros baixos - confirmado pelo corte da Selic no dia 31 de julho - e a aprovação da reforma da Previdência.

Entre os fundos de ações, dez dos 12 tipos registraram variação positiva. Entre eles, destacam-se os tipos de investimento no exterior, com ganhos de 4,76%, índice ativo, com 4,12%, e livre, com 3,58%, bem acima portanto do ganho acumulado do Ibovespa no período (0,84%). Entre os multimercados, o maior retorno positivo (+1,52%) veio do tipo long and short direcional. Os multimercados livre e macro renderam 1,14% e 0,67%, respectivamente.

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