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Combustíveis ficam mais caros mesmo sem anúncio da Petrobras

Distribuidoras repassam aumentos para postos no Distrito Federal, Paraná e Bahia; cenário reflete impacto da guerra no Oriente Médio
09 mar 2026 às 10:08
Por: Band
Foto: Reprodução/Petrobras

Consumidores de diversas regiões do Brasil já enfrentam preços mais altos nas bombas de combustíveis, mesmo sem qualquer anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. No Distrito Federal e no Paraná, representantes de postos de gasolina relataram que as distribuidoras passaram a cobrar mais caro pelos produtos nesta semana, o que forçou o repasse imediato para o valor final pago pelo motorista.


A situação é ainda mais crítica na Bahia, onde a refinaria de Matarippe é operada pela iniciativa privada. No estado, o reajuste da gasolina para as distribuidoras chegou a quase 12%, tornando o litro na bomba cerca de 30 centavos mais caro. A empresa justifica a alta seguindo a variação do mercado internacional do petróleo, que está sob forte pressão devido aos conflitos no Oriente Médio.


Impacto da importação e custos extras


Embora a Petrobras responda por 70% do combustível vendido no país, o restante do suprimento precisa ser importado. Com a disparada do preço do barril de petróleo no exterior em função da guerra, o custo de importação subiu significativamente. Especialistas apontam que distribuidoras que compram parte de seu estoque no exterior estão repassando esse custo de oportunidade para o mercado interno.


Além do petróleo, outros componentes que formam o preço final, como o biodiesel e o etanol anidro, podem ter sofrido variações de custo que influenciam o valor na bomba. "Se a companhia compra 100% da Petrobras, não faria sentido ter reajuste, a menos que tenha tido um custo a mais com esses aditivos", explicam analistas do setor.

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Preocupação do consumidor


Em cidades como Curitiba, onde os preços na maioria dos postos ainda não foram alterados, o clima entre os motoristas já é de apreensão. O aumento no transporte impacta diretamente o custo de vida, desde o frete de mercadorias até o preço dos alimentos no supermercado.


"O que vai acontecer é que o meu ganho e a minha comida vão diminuir. Influencia tudo, está ficando muito difícil", desabafou um consumidor ao Jornal da Band. Até o momento, a Petrobras não sinalizou se pretende acompanhar a tendência internacional ou se manterá os preços congelados nas refinarias estatais.

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