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Contas públicas têm superávit de R$ 103,7 bilhões em janeiro

Na comparação com janeiro de 2025, houve redução no saldo
27 fev 2026 às 14:13
Por: Agência Brasil
Marcello Casal jr/Agência Brasil

As contas públicas fecharam o mês de janeiro com saldo positivo, com superávit em todas as esferas de governo, federal e regionais. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 103,7 bilhões no mês passado.

Na comparação com janeiro de 2025, houve redução no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 104,1 bilhões positivo.


As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (27) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.


Em 12 meses, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 55,4 bilhões, 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).

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Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB.


Esferas de governo

Em janeiro último, a conta do Governo Central teve superávit primário de R$ 87,3 bilhões ante resultado negativo de R$ 83,2 bilhões em janeiro de 2025. O montante difere do resultado divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 86,9 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.


Os governos regionais - estaduais e municipais tiveram resultado positivo de R$ 21,3 bilhão em janeiro passado contra R$ 22 bilhões no mesmo mês de 2025, contribuindo para aumentar o superávit das contas públicas.


Em sentido contrário, as empresas estatais federais, estaduais e municipais - excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a redução do superávit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 4,9 bilhões em janeiro. No mesmo mês de 2025, houve déficit de R$ 1 bilhão.

Os gastos com juros ficaram em R$ 63,6 bilhões no mês passado, influenciados pela alta da taxa básica de juros – Selic - e do estoque do endividamento líquido no período. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros – caiu, na comparação interanual. No mês de janeiro, o superávit nominal ficou em R$ 40,1 bilhões contra o resultado positivo de R$ 63,7 bilhões em igual mês de 2025.


Em 12 meses encerrados em janeiro, o setor público acumula déficit R$ 1,1 trilhão, ou 8,49% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.


Dívida pública

A dívida líquida do setor público - balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 8,3 trilhões em janeiro, o que corresponde a 65% do PIB, redução de 0,3 ponto percentual do PIB no mês.


A redução se deve ao superávit primário do mês, à variação do PIB nominal e aos ajustes da dívida externa líquida, compensados pelos juros nominais apropriados e pela apreciação cambial de 4,9% em janeiro. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.


No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 10,1 trilhões ou 78,7%, mesmo percentual do PIB observado no mês anterior. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

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