Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Economia

Decreto classifica construção civil e atividades industriais como essenciais

07 mai 2020 às 20:20
Por: Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro decretou que as atividades de construção civil e industriais também são essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus.

A ampliação da lista de serviços e atividades considerados essenciais foi publicada no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quinta-feira, 7, e já está em vigor. A última alteração da lista, que já inclui mais de 50 itens, foi feita em 29 de abril.

O decreto foi editado no mesmo dia em que Bolsonaro, acompanhado de um grupo de empresários e ministros, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir que medidas restritivas nos Estados, motivadas pela crise do coronavírus, sejam amenizadas.

"Vamos colocar novas categorias com responsabilidade e observando as normas do Ministério da Saúde. Porque senão, depois da UTI, é o cemitério, e não queremos isso para o Brasil", disse hoje o presidente Bolsonaro ao falar do decreto.

Além da construção civil e de atividades industriais, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde?, o governo já tinha classificado como atividades essenciais indústrias químicas e petroquímicas de matérias primas ou produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas; e produção, transporte e distribuição de gás natural?.

Outras notícias

Perdão de dívidas do MEI gera alerta contra fraudes virtuais

FGTS mantém orçamento de R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027

Receita paga nesta sexta-feira lote da malha fina do Imposto de Renda

Boa parte das atividades contempladas na lista de essenciais, ou seja, autorizadas mesmo diante das restrições de circulação, teve representantes no encontro pela manhã com Bolsonaro. O presidente se reuniu com representantes da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), entre outros.

Ao serem classificados como essenciais, as atividades e serviços podem continuar em operação mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus.

De acordo com o decreto desta quinta-feira, a indústria e a construção civil podem manter as atividades "obedecidas as determinações do Ministério da Saúde".

Ainda que o governo federal estabeleça quais atividades podem continuar em meio à pandemia, por decisão do Supremo, os Estados e municípios têm o poder de estabelecer políticas de saúde, inclusive questões de quarentena e a classificação dos serviços essenciais.

Ou seja, na prática, os decretos presenciais não são uma liberação automática para o funcionamento de serviços e atividades.

No decreto publicado em 29 de abril, após a decisão do STF, Bolsonaro fixou que as definições pelo governo federal dos serviços e atividades essenciais "não afasta a competência ou a tomada de providências normativas e administrativas pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas competências e de seus respectivos territórios".

Pressão no STF

Como o Estadão mostrou, a "marcha" de Bolsonaro, ministro e empresários ao STF foi vista pelos ministros do Supremo como um "jogo de cena" do presidente para jogar na Corte "uma culpa que não é dela".

No encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o risco de a economia brasileira "virar uma Venezuela". Enquanto enfrenta desgastes perante a opinião pública, Bolsonaro buscou terceirizar responsabilidades e dividir com o tribunal o ônus da crise política, econômica e sanitária que abala o seu governo, avaliam integrantes do STF ouvidos reservadamente pelo Estadão.

Para um ministro do STF, mesmo que Bolsonaro tente dividir responsabilidades de uma eventual recessão com o Poder Judiciário, o papel da Justiça não é fazer controle prévio da validade de nenhuma medida do governo. "Se o presidente abrir segmentos, e isso for questionado, o Judiciário vai ouvir a ciência, as autoridades sanitárias, sem prejuízo de uma postura consequencialista", afirmou esse ministro.

Durante a reunião, o governo traçou um cenário desolador. O ministro da Economia, Paulo Guedes, passou a mensagem de que a "economia pode desintegrar", está perdendo os "sinais vitais" e alertou para os riscos de desabastecimento. Bolsonaro, por sua vez, demonstrou preocupação com saques e manifestações populares com o avanço do desemprego. A estratégia do Palácio do Planalto é afrouxar o distanciamento social para reativar a economia, apesar de o País ainda não ter chegado ao topo da curva de infecções e óbitos provocados pelo novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Petrobras anuncia terceira descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Economia
Imagem de destaque

Entenda o novo tributo que teve alíquota proposta nesta quarta

Economia

Ibovespa cai 2,68%, e dólar fecha em leve baixa a R$ 5,34

Economia

Empresas que pressionarem funcionários por voto podem perder crédito

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Acidente deixa vigilante morto na JK e motorista é preso

Cidade
Londrina e região

Impasse em compra de imóvel gera prejuízo em Londrina

Cidade
Londrina e região

Câmeras mostram sinal aberto para motociclista morto na JK

Cidade
Londrina e região

Família cobra justiça após morte de vigilante em colisão

Cidade
Londrina e região

“Bebi cerveja e caipira”, diz motorista preso após morte de vigilante

Podcasts

Podcast Andorinha I EP 3 I Inovação e impacto social I Susan Cavallin

Podcast Em Foco | EP 9 I Festa Animada: Negócio de Mãe e Filha I Ana e Cris

Podcast Sem Cerimônia | EP 26 | Conexões no Trabalho | Giovanni Augusto e Raphael Lima