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Economia

Dólar cai 2,17% em junho, segunda maior queda mensal de 2019

28 jun 2019 às 18:20
Por: Estadão Conteúdo

O dólar fechou junho com queda de 2,17%, a segunda maior de 2019, atrás apenas de janeiro, quando a moeda americana recuou 5,4%. A semana agitada para o mercado de câmbio terminou com um dia mais calmo nesta sexta-feira, 28, sessão em que o dólar pouco oscilou, mesmo com a disputa entre investidores pela definição da Ptax de junho, referencial usado em contratos cambiais de empresas e em balanços. Na semana, o dólar acabou subindo apenas 0,40% e no primeiro semestre, caiu 0,80%.

O dólar fechou a sexta-feira em leve alta de 0,18%, a R$ 3,8404. O dia foi de noticiário esvaziado, mas mesas de câmbio operaram no final da tarde com certa prudência, no aguardo de eventos importantes do final de semana. O mais esperado é a reunião neste sábado (29) entre o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, para tentar resolver a questão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

No aguardo da reunião, o dólar era negociado praticamente estável ante divisas fortes, com o índice DXY recuando 0,02%. Perante emergentes, a moeda americana operava mista, mas também com oscilações mais contidas. "Com a deterioração das relações comerciais entre os EUA e a China causando estragos nos mercados globais, todos os olhos estão voltados para a cúpula Trump-Xi deste fim de semana na reunião do G-20", destaca a economista da corretora norte-americana Stifel, Lindsey Piegza.

O que for definido na reunião de sábado deve ser decisivo para os movimentos do dólar no mercado internacional na segunda-feira, com impacto direto aqui. Entre os analistas, persistem dúvidas sobre os resultados. "Não fiquem tão entusiasmados", alertam os estrategistas do grupo financeiro canadense Scotiabank. Para os economistas da consultoria inglesa Capital Economics, qualquer trégua entre Trump e XI Jinping acertada no Japão "não deve durar" por muito tempo. Mas caso um acordo seja fechado neste sábado, no curto prazo os mercados podem reagir positivamente, observam.

No mercado doméstico, as atenções também estão voltadas para a reforma da Previdência na comissão especial, com a leitura do relatório prevista para a próxima terça-feira (2). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem mostrado confiança que o texto vai ser votado no plenário da casa antes do recesso parlamentar, o que tem ajudado a acalmar os mercados.

Em junho, foi a perspectiva de avanço da Previdência aliada à redução da tensão comercial entre China e Estados Unidos que ajudou o dólar a cair, após ter ultrapassado os R$ 4,10 em maio. "Esperamos que uma boa versão da reforma seja aprovada no Congresso no terceiro trimestre", ressalta o estrategista do banco francês Société Générale, Dev Ashish.

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