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Economia

Dólar cai para R$ 4,09 com acordo comercial parcial entre China e EUA

11 out 2019 às 18:35
Por: Estadão Conteúdo

O otimismo com um acerto comercial entre China e Estados Unidos fez o dólar cair mundialmente nesta sexta-feira. No mercado doméstico, a moeda americana chegou até a subir pela manhã, mas o movimento perdeu força e o dólar à vista fechou em baixa de 0,68%, a R$ 4,0948. Com a queda desta sexta, o dólar reduziu a alta na semana para 0,95%, mas a expectativa de novos cortes de juros aqui, e a redução do diferencial de juros com o exterior, segue como um limitador para um recuo maior da divisa americana, tanto que nesta sexta outros países, como África do Sul, Chile e Colômbia tiveram desempenho melhor que o real.

No final da tarde, a Casa Branca confirmou o acerto de uma acordo "fase 1" em negociações que deverão ter "mais duas ou três fases", mas a avaliação de analistas é que nada ainda foi oficialmente assinado, tarifas programadas para subir em dezembro não foram suspensas e o quadro de incerteza permanece.

Mais cedo, a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que "boas coisas" estavam acontecendo nas negociações com os chineses já foi suficiente para estimular a busca por ativos de risco. As bolsas subiram com força na Europa, EUA e aqui e o dólar caiu de forma generalizada ante divisas emergentes e de países desenvolvidos. A lira turca foi uma das raras exceções e se enfraqueceu, após a Casa Branca ameaçar impor sanções ao país. A moeda da Turquia foi a com pior desempenho na semana, com alta de 3,4% do dólar no país.

"Chegamos a um acordo fase 1 muito substancial com a China", disse Donald Trump. Pelas negociações, a Casa Branca não vai aplicar aumento de tarifas sobre produtos chineses que entrariam em vigor no próximo dia 15, mas as que entrariam em vigor dia 15 de dezembro permanecem em discussão.

O estrategista-chefe de moedas do banco de investimento americano Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin, ressalta que o acordo parcial impede que as coisas piorem entre as duas maiores economias do mundo, mas não resolve a tensão comercial entre a Casa Branca e Pequim, tanto que as tarifas programadas para subir em dezembro continuam em vigor. Ele ressalta que os mercados operaram otimistas quinta e sexta com a possibilidade de um acordo, por isso, o espaço para frustrações era alto.

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