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Dólar encosta em R$ 5,25 com agravamento da guerra no Oriente Médio

Bolsa interrompe série de recuperações e cai 2,55%
13 mar 2026 às 09:15
Por: Agência Brasil
Divulgação

O agravamento da guerra no Oriente Médio e a inflação acima do previsto no Brasil fizeram o mercado financeiro ter um dia turbulento. O dólar teve forte alta e aproximou-se de R$ 5,25. A bolsa de valores interrompeu a sequência de recuperações e caiu mais de 2%.


O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (12) vendido a R$ 5,242, com alta de R$ 0,084 (+1,62%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade nos minutos iniciais de negociação, mas disparou após a abertura do mercado nos Estados Unidos, até fechar próxima da máxima do dia.


O real teve desempenho semelhante ao de moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Com a alta desta quinta-feira, a divisa acumula queda de 4,42% em 2026.

O mercado de ações também teve um dia instável. Após três altas seguidas, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 179.284 pontos, com queda de 2,55%. 


O principal fator para a turbulência foi a disparada na cotação do petróleo após a escalada das tensões no Oriente Médio nas últimas 24 horas.

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A cotação do barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou em US$ 101,26, com alta de mais de 8%, após o novo líder do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, anunciar que pretende manter o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial do combustível.


Também nesta quinta, o Irã incendiou dois petroleiros em águas iraquianas e atacou três navios no Golfo Pérsico, piorando o conflito.


Fatores domésticos também pressionaram o mercado nesta quinta. A inflação oficial em fevereiro influenciou a bolsa de valores. Embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha caído no acumulado de 12 meses, a inflação de 0,7% no mês passado ficou acima da expectativa de 0,65% da maioria das instituições financeiras.


Uma inflação acima do previsto reduz as chances de o Banco Central reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,5 ponto percentual na reunião deste mês. Taxas altas impactam a bolsa de valores porque estimula a migração do mercado de ações para investimentos em renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional.

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