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Brasil

Dólar fecha abaixo de R$ 5,50 pela primeira vez em oito meses

Bolsa sobe 1,49%, impulsionada por commodities
17 jun 2025 às 16:14
Por: Agência Brasil
Reprodução

O conflito no Oriente Médio não abalou o mercado financeiro. Em dia de tranquilidade internacional, o dólar fechou abaixo de R$ 5,50 pela primeira vez em oito meses. A bolsa de valores subiu quase 1,5% e aproximou-se dos 140 mil pontos.


O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (16) vendido a R$ 5,486, com queda de R$ 0,057 (-1,03%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão, mas acelerou a queda após a abertura dos mercados norte-americanos, até fechar na mínima do dia.


No menor valor desde 7 de outubro do ano passado, quando também estava a R$ 5,48, a moeda norte-americana cai 4,08% apenas em junho. Em 2025, a divisa recua 11,23%.


O mercado de ações também teve um dia de euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 139.256 pontos, com alta de 1,49%. No maior nível desde 27 de maio, o indicador foi beneficiado por ações de mineradoras, impulsionada pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional). Ações de empresas ligadas ao consumo também subiram.


Tanto fatores internacionais como domésticos influenciaram o mercado. No cenário externo, a notícia de que o Irã pretende negociar uma trégua com Israel tranquilizou os investidores. Isso porque diminuem as chances de o conflito se estender pelo Oriente Médio.

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Dados positivos vindos da China também ajudaram os países emergentes. O desempenho da indústria e do varejo no país asiático vieram melhores que o esperado. Segunda maior economia do planeta, a China é o maior consumidor de matérias-primas do mundo. Um aquecimento econômico favorece países exportadores de commodities, como o Brasil.


No Brasil, as expectativas em relação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) beneficiaram a bolsa de valores. Com a desaceleração da inflação em maio, aumentaram as apostas que o Banco Central (BC) manterá a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,75% ao ano até o fim de 2025.


Juros menos altos que o previsto favorecem a bolsa de valores, ao estimular investimentos em ações.

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