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Economia

Dólar segue em baixa com Previdência, novos dados europeus ruins e juros nos EUA

03 out 2019 às 10:10
Por: Estadão Conteúdo

O dólar segue em baixa no exterior nesta quinta-feira, 2, e conduz os ajustes do mercado de câmbio doméstico, em meio a indicadores europeus ruins e expectativas de ampliação do protecionismo americano contra a União Europeia, que pode piorar o quadro de desaceleração da economia europeia e americana. Novos sinais vindos do Fed sobre a possível continuidade dos cortes de juros nos Estados Unidos também apoiam um dólar mais fraco, segundo operadores de câmbio.

Em dia de agenda econômica fraca, o mercado monitora o esforço do governo brasileiro para evitar maior desidratação do texto da reforma da Previdência em votação no segundo turno no Senado.

Nesta quarta-feira, 2, o dólar à vista já tinha caído para R$ 4,1337, pressionado pela aprovação final do primeiro turno da Previdência no Senado. A economia fiscal esperada com a reforma caiu para cerca de R$ 800 milhões, após a mudança no abono salarial no Senado, ante cerca de R$ 930 bilhões na proposta aprovada pela Câmara. A proposta original do governo previa economia fiscal de cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos.

No exterior, mais cedo, a libra passou a subir sobre o dólar e o FTSE 100, índice de referência da Bolsa de Londres, acelerou o movimento de baixa enquanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, falava ao Parlamento britânico sobre a proposta apresentada na quarta à União Europeia (UE) com o objetivo de regular situações envolvendo a fronteira irlandesa no âmbito do Brexit.

Em dado momento, o premiê alegou que, se o bloco não se dispuser a avançar nas negociações, o Reino Unido o deixará em 31 de outubro sem um acordo. Além disso, Johnson desconversou repetidamente quando questionado sobre o que a oposição considera brechas e falhas no protocolo proposto à UE.

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Entre as moedas emergentes, a lira turca se fortaleceu ante o dólar nesta manhã, após dados oficiais mostrarem que a taxa anual de inflação ao consumidor da Turquia desacelerou de 15,01% em agosto para 9,26% em setembro, atingindo o menor nível desde julho de 2017. O resultado do mês passado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Foreks, que previam taxa anual de 9,6%.

Mais cedo, nos leilões conjugados de venda de dólar à vista com oferta de swap cambial reverso, o Banco Central negociou apenas US$ 400 milhões, de uma oferta total de US$ 525 milhões. Por isso, o BC realizará, às 11h30, o leilão de swap tradicional, com oferta de 2.500 contratos (US$ 125 mi).

Às 9h54 desta quinta, o dólar à vista caía 0,21%, aos R$ 4,1251. O dólar futuro para novembro recuava 0,11%, aos R$ 4,1325.

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