Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Dólar sobe a R$ 5,06, e bolsa cai com tensão global e ruído político

Juros no Japão, guerra e eleições no Brasil elevam aversão ao risco
16 mai 2026 às 12:51
Por: Agência Brasil
Divulgação

O dólar voltou a subir e fechou esta sexta-feira (15) acima de R$ 5, no maior nível em um mês. Já a bolsa brasileira encerrou o pregão em queda, em um dia de turbulências externas e domésticas. 


O movimento de aversão global ao risco foi provocado pela guerra no Oriente Médio, pela pressão inflacionária internacional, que aumentou as chances de alta de juros no Japão, e pelo agravamento das tensões políticas no Brasil.


A moeda estadunidense encerrou o dia vendido a R$ 5,067, com alta de R$ 0,081 (+1,63%). Em forte alta durante todo o dia, a cotação chegou a R$ 5,08 por volta das 13h, antes de desacelerar no fim da tarde.

O dólar comercial acumulou alta de 3,48% na semana. Em 2026, no entanto, cai 7,70%. A divisa está no maior valor desde 8 de abril, quando fechou a R$ 5,10.


O mercado de ações também teve um dia turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 177.284 pontos, com queda de 0,61%. 

Outras notícias

Dólar cai a R$ 5,13, e bolsa recua em dia de ajuste no mercado

Receita lança canal único de atendimento digital

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%


O Ibovespa operou sob pressão durante todo o pregão, refletindo o ambiente externo mais defensivo e o aumento das preocupações fiscais e políticas no cenário doméstico.


O índice chegou a cair mais de 1% durante a manhã, mas reduziu parte das perdas ao longo do dia, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras.


Pressão externa


A valorização do dólar refletiu uma combinação de fatores externos e internos. No cenário internacional, investidores aumentaram apostas de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) poderá elevar os juros nos Estados Unidos diante da persistência da inflação global, pressionada principalmente pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas envolvendo Irã e Estados Unidos.


O movimento ganhou força após os juros dos títulos públicos do Japão dispararem durante a madrugada. Os papéis japoneses de dez anos atingiram o maior nível desde 1999, chegando a 2,37%, enquanto os títulos de 30 anos ultrapassaram os 4%. O avanço ocorreu após a inflação ao produtor no Japão acelerar para 4,9% em abril.


A perspectiva de alta dos juros pelo Banco do Japão levou investidores a desmontarem parte das operações conhecidas como carry trade, nas quais recursos captados em países de juros baixos, como o Japão, são destinados a mercados com taxas mais elevadas, como o Brasil. Com a reversão desse fluxo, houve fortalecimento do dólar e retirada de capital de economias emergentes.


No Brasil, o mercado também acompanhou os desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Investidores avaliaram que o aumento das incertezas políticas ampliou a busca por proteção na moeda americana.


Bolsa recua


Em relação à bolsa, o desempenho negativo acompanhou o movimento das bolsas internacionais. Em Nova York, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) caiu 1,23%, diante da percepção de que juros mais altos poderão permanecer por mais tempo nos Estados Unidos.


Além do cenário externo, os impactos políticos das revelações envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro aumentaram a cautela em relação aos ativos brasileiros. Nesta sexta, o site Intercept Brasil divulgou nova reportagem com as relações do deputado cassado Eduardo Bolsonaro com o Banco Master.


Petróleo dispara


Os preços do petróleo subiram mais de 3% diante do aumento das tensões no Oriente Médio e da falta de avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.


O barril do Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 3,35%, a US$ 109,26. O barril WTI, do Texas, avançou 4,2%, encerrando a US$ 105,42.


O mercado reagiu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que sua paciência com o Irã estaria se esgotando. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã não confia nos americanos e que só negociará se houver seriedade por parte de Washington.


O prolongamento da crise no Golfo Pérsico mantém elevada a preocupação com inflação global, pressionando juros e aumentando a volatilidade nos mercados financeiros.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

Economia
Imagem de destaque

Publicação propõe alternativas para exploração de terras raras

Economia

Ibovespa volta aos 174 mil pontos com aposta na Selic, e dólar cai

Economia

Indústria brasileira recua 0,2% em maio; primeira queda desde 2025

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Idoso salvo de trem ganha casa nova em Apucarana

Brasil Urgente
Londrina e região

Jovem de 22 anos é executado com mais de 10 tiros em Londrina

Cidade
Londrina e região

Discussão após jogo do Brasil termina em morte no Paraná

Cidade
Londrina e região

CMTU flagra motoristas acima da velocidade na Av.10 de Dezembro

Cidade
Londrina e região

Parceria prevê R$ 7 milhões para Estrada do Limoeiro

Podcasts

Conversa com Nassif | EP 14 | Estética Dental e Naturalidade | Dr. Claudio Romagnoli Jr

Sem Cerimônia | EP 9 | IA nas Empresas: Ferramenta e Futuro | Ferramenta e Futuro

Podcast Fala Advocacia | EP 15 | OAB Londrina: Proximidade, Tecnologia e Gestão Eficiente

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.