Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia

Dólar vai a R$ 3,95, maior valor desde 30 de maio, com temor de guerra cambial

05 ago 2019 às 18:10
Por: Estadão Conteúdo

O temor de uma guerra cambial na economia mundial fez o dólar fechar a segunda-feira, 5, no maior nível em mais de dois meses. A moeda americana subiu 1,66% e terminou em R$ 3,9561, a cotação mais alta desde 30 de maio. O nervosismo dos investidores foi reflexo da decisão da China de deixar o dólar romper a marca psicológica dos 7 yuans pela primeira vez desde 2008, movimento que levou o presidente americano a chamar Pequim de "manipulador cambial" e estimular a busca por ativos mais seguros.

A fuga de ativos de risco fez investidores saírem de mercados emergentes e buscarem proteção em ativos no Japão e Suíça e no ouro, que subiu. Por isso, o dólar se enfraqueceu ante divisas fortes, mas se fortaleceu perante moedas de emergentes, como Colômbia (+2,2%), Índia (+2%), Argentina (+1,8%) e África do Sul (+1,1%). Um dos reflexos da fuga do risco é que o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, termômetro do risco-país, subiu para 142 pontos-base na tarde desta segunda, de 132 pontos da sexta-feira.

"A reescalada da tensão entre Washington e Pequim continua a ser o combustível para um movimento de vendas maciças de ativos de risco", afirma a economista-chefe do grupo financeiro americano Stifel, Lindsey Piegza. Para ela, a piora da tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo corre o risco de se transformar em uma guerra cambial, o que contribui para enfraquecer moedas de emergentes e valorizar a de países desenvolvidos. À tarde, o dólar bateu máximas, a R$ 3,9666, com a confirmação pelo Ministério do Comércio da China de que pode suspender novas compras de produtos agrícolas americanos.

Nesse ambiente de menos propensão a tomar risco, os estrategistas do JPMorgan alertam que as moedas de emergentes "parecem crescentemente mais vulneráveis". Outro banco americano, o Morgan Stanley, ressalta que a alocação em moedas destas regiões, principalmente real, peso mexicano, lira turca e rand da África do Sul, caiu para 23% desde que o Fed se mostrou menos "dovish", na última quarta-feira (31) e Trump anunciou novas tarifas para a China (1º). O aumento na volatilidade desde então mostra que cresceram os movimentos mais defensivos, aponta o banco americano.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Como declarar aportes em PGBL para abater 12% da renda bruta no IR 2026

Economia
Imagem de destaque

Dólar fecha a R$ 5,2299 com ajustes antes do Carnaval; sobe 0,18% na semana

Economia

FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank

Economia

Vendas no comércio varejista fecham 2025 com alta de 1,6%

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Chuva espanta foliões e abertura do Carnaval de Londrina tem público abaixo do esperado

Cidade
Cascavel e região

Indígena morre atropelado durante tentativa de saque à caminhão na BR-277 em Nova Laranjeiras

Cidade

Pesadelo na Cozinha: Chef Jacquin entrega restaurante transformado em Foz do Iguaçu

Cidade
Londrina e região

Mulher de 43 anos morre em acidente de motocicleta na zona norte de Londrina

Cidade
Londrina e região

Recém-nascido é encontrado morto em saco plástico dentro de lago em Arapongas

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 11 | Azeite sob a perspectiva da medicina

Podcast Café Com Edu Granado | EP 51 | Disciplina, Fé e Legado | Sadraque de Oliveira

Podcast do Marcelo Villa | EP 3 | Agro, Inovação e Negócios | Marcelo El Kadre

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.