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Em 12 meses, economia brasileira acumula 6º maior crescimento do G20

PIB do Brasil teve 3,2% de alta, apesar de desaceleração
02 set 2025 às 16:38
Por: Agência Brasil
Imagem: Marcello Casal Jr - Agência Brasil

O desempenho da economia brasileira no segundo trimestre, divulgado nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca o país na sexta posição entre os membros do G20 que já divulgaram o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) para o mesmo período.


O PIB ─ conjunto de bens e serviços produzidos no país ─ do Brasil acumula alta de 3,2% nos últimos 12 meses. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento é de 2,2%. Já na passagem do primeiro trimestre de 2025 para o seguinte, a expansão foi de 0,4%, o que representa uma desaceleração.


Uma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda classifica 16 países do G20 que já divulgaram o resultado do PIB do trimestre encerrado em junho. Tanto em relação ao acumulado de 12 meses quanto na comparação com o segundo trimestre de 2024, Brasil figura na sexta colocação.


O G20 é composto por 19 países, além da União Africana e da União Europeia: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.

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Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do planeta.


Veja o ranking de variação do PIB nos últimos 12 meses:


  1. Índia: 6,8%
  2. China: 5,2%
  3. Indonésia: 5%
  4. Arábia Saudita: 3,7%
  5. Turquia: 3,3%
  6. Brasil: 3,2%
  7. Rússia: 2,6%
  8. Estados Unidos: 2,3%
  9. União Europeia: 1,5%
  10. Reino Unido: 1,3%
  11. Japão: 1,3%
  12. França: 0,8%
  13. Coreia do Sul: 0,7%
  14. México: 0,7%
  15. Itália: 0,6%
  16. Alemanha: -0,1%


Já em relação ao desempenho na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2025, o Brasil é o nono colocado: 


  1. Indonésia: 4,0%
  2. EUA: 3,3%
  3. Arábia Saudita: 2,1%
  4. Índia: 1,7%
  5. Turquia: 1,6%
  6. China: 1,1%
  7. México: 0,6%
  8. Coreia do Sul: 0,6%
  9. Brasil: 0,4%
  10. Japão: 0,3%
  11. França: 0,3%
  12. Reino Unido: 0,3%
  13. União Euroeia: 0,2%
  14. Itália: -0,1%
  15. Alemanha: -0,3%
  16. Canadá: -0,4%

Desaceleração


O resultado de 0,4% entre trimestres imediatamente seguidos significa desaceleração, uma vez que, no primeiro trimestre, o avanço havia sido de 1,3% ante o quarto trimestre de 2024.


A coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, atribuiu a desaceleração à política monetária restritiva, ou seja, juros altos, ferramenta do Banco Central (BC) para conter a inflação.


Os juros altos têm o efeito de desestimular o consumo e o investimento, esfriando a economia e diminuindo a demanda por bens e serviços, consequentemente, tirando força da inflação.


Próximo trimestre

Para o terceiro trimestre, a SPE projeta ritmo de crescimento do PIB “pouco inferior” ao observado para o segundo trimestre.


“Embora a desaceleração nas concessões de crédito venha se acentuando nos últimos meses, junto com o aumento nas taxas de juros bancárias e na inadimplência, o mercado de trabalho segue resiliente, podendo impulsionar a atividade junto ao pagamento dos precatórios [dívidas judiciais do governo] e à recente expansão do crédito consignado ao trabalhador”, escreve a análise.


Com o resultado dessa terça-feira, a SPE afirma que a projeção inicial de crescimento de 2,5% para 2025 tem “leve viés de baixa devido à desaceleração mais acentuada do crescimento no segundo trimestre comparativamente ao esperado em julho e ainda em repercussão aos efeitos defasados e cumulativos da política monetária na atividade econômica”.

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