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Empresas e órgãos públicos estudam uso de drones

15 jun 2020 às 08:24
Por: Estadão Conteúdo

Diante da nova realidade imposta pela pandemia, empresas, hospitais e prefeituras têm mostrado interesse em adotar drones para uma série de serviços, como comunicação e entregas. O Hospital de Restinga, em Porto Alegre, por exemplo, estuda usar o equipamento para a coleta de exames; e a prefeitura de Curitiba quer o equipamento para mensagens de alerta, como no caso do coronavírus.

"A procura por informações sobre como os drones podem ajudar, sobretudo num momento como o atual, está muito aquecida. Temos atendido hospitais, laboratórios e governos estaduais e municipais interessados em saber como funciona o equipamento", afirma Manoel Coelho, sócio da Speedbird Aero - empresa que aguarda certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para fazer entregas por drones.

Atualmente, o País tem uma regulamentação para o uso de veículo não tripulado em operações mais simples, como lazer e recreação. No caso de entregas, a operação é mais complexa e exige parâmetros e regras específicas, segundo a Anac. Com base nos testes que vêm sendo feitos nos últimos meses, a agência avalia a segurança do produto em operações comerciais. Um dos pontos mais importantes é sobrevoo em áreas densamente populosas.

Operações

A gerente regional da América Latina e Brasil da fabricante chinesa de drones DJI, Raissa Mendes, diz que avanços substanciais precisam ser feitos nessa área para que as operações comerciais de entrega por drones decolem no Brasil. "Por isso, acredito que o foco em aplicações mais específicas, como entrega de insumos médicos, seja a abordagem mais correta neste momento. E, nesse caso, já há exemplos interessantes, como testes de entrega de remédios realizados em Embu das Artes (SP)."

A expectativa dela é que o uso dos drones continue se expandindo, e parte fundamental desse crescimento deve vir da entrega de suprimentos médicos. Na República Dominicana, diz ela, a tecnologia tem sido utilizada para fazer a entrega de medicamentos e tratamentos essenciais para pequenas comunidades que, às vezes, chegavam a ficar semanas sem receber amparo médico.

No caso do Hospital de Restinga, de Porto Alegre, o objetivo inicial não é entrega de medicamentos, mas a coleta de exames. Localizado em um área mais afastada da capital gaúcha, o hospital tem oito pontos de coleta. "Fazemos a busca dos exames de duas em duas horas. Com os drones, poderíamos espaçar esse intervalo", diz o diretor do hospital, Paulo Fernando Scolari. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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