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Economia

Exterior mantém aversão ao risco e Ibovespa fecha em baixa de 0,65%

07 mai 2019 às 18:25
Por: Estadão Conteúdo

O Índice Bovespa teve novo pregão de perdas nesta terça-feira, 7, determinada mais uma vez pela aversão ao risco no mercado internacional. Sem defesas contra a má influência das bolsas de Nova York, o principal índice de ações brasileiro fechou em queda de 0,65%, aos 94.388,73 pontos. Os negócios na B3 somaram R$ 15,1 bilhões.

O temor de intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China manteve-se no centro das atenções e justificou as perdas em todos os mercados acionários de relevância no mundo. A queda do Ibovespa foi considerada "positiva" entre operadores, se comparada às perdas superiores a 2% registradas pelas bolsas americanas. Na mínima do dia, o índice chegou aos 92.749,70 pontos, numa queda de 2,38%.

Além do movimento de busca por proteção gerado pela tensão comercial externa, alguns profissionais do mercado citaram mal-estar do investidor com os mais recentes ruídos no cenário político brasileiro. Isso porque, na semana em que a reforma da Previdência começa de fato a tramitar na Câmara, integrantes do governo ligados às alas militar e ideológica do governo voltam a trocar farpas publicamente. Com isso, houve críticas ao presidente Jair Bolsonaro, por supostamente desperdiçar tempo com questões menores que a reforma. A percepção não foi unânime.

"Hoje a queda do Ibovespa esteve muito mais ligada ao exterior do que a fatores internos, até porque já tivemos momentos piores no que diz respeito a ruídos políticos. A sinalização de Donald Trump contra os produtos chineses criou um movimento global, com quedas das commodities e perdas superiores a 2% nas bolsas de Nova York", afirma Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos.

O noticiário em torno da reforma da Previdência foi monitorado, mas sem destaque para o mercado de ações. São duas as expectativas para a quarta-feira: a definição do cronograma da comissão especial da Câmara que analisa a matéria e a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na sessão do colegiado, prevista para o período da tarde.

Na análise por ações, um dos principais destaques do dia foi Itaú Unibanco PN. Segunda ação de maior peso na composição do Ibovespa (9,88%), o papel caiu 1,12% e respondeu pelo maior volume de negócios na B3 (R$ 909,9 milhões). Petrobras PN caiu 1,57%, alinhada às perdas dos preços do petróleo no mercado internacional. Foram poucos os destaques de alta entre as blue chips. Entre eles estiveram Banco do Brasil ON (+0,24%) e Vale ON (+0,08%).

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