Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Economia

Frota de veículos envelhece há seis anos consecutivos

14 jun 2020 às 07:55
Por: Estadão Conteúdo

A frota brasileira de veículos vem ficando mais velha há seis anos consecutivos. Com o tombo das vendas de modelos novos previsto para este ano - de cerca de 40%, segundo previsão dos fabricantes -, a idade média dos automóveis em circulação no País deve superar dez anos.

Hoje essa média é de 9 anos e 10 meses, um ano e 4 meses a mais do que em 2012, quando o mercado registrou venda recorde de 3,8 milhões de veículos novos.

A idade média dos caminhões é ainda maior, de 11 anos e 7 meses, segundo o mais recente estudo do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) com base em dados de 2019.

Atualizado anualmente desde a década de 60, o relatório mostra que, entre os pouco mais de 2 milhões de caminhões em atividade, 45% têm entre 11 e 20 anos e 13% têm mais de duas décadas. Entre os 37,9 milhões de automóveis, 18% têm até três anos (considerados seminovos), taxa que era de 25% em 2014.

"A renovação da frota está ligada à proporção de veículos novos que entram no mercado", diz Elias Mufarej, diretor do Sindipeças e responsável pela pesquisa. Se a venda de zero quilômetro cai, a idade média aumenta.

Outras notícias

BC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de crédito

Banco Central muda regras para ofertas de empréstimos em 2027

Receita abre consulta a lote residual do Imposto de Renda

O setor ainda não conseguiu repor a queda de vendas de carros novos registrada de 2013 a 2016, de quase 50%, mesmo com a melhora apresentada nos últimos três anos.

Com a retração de 40% esperada para este ano, a idade média dos automóveis vai passar de uma década, "o que é muito ruim pois quanto mais velhos, mais poluentes e mais perigosos os veículos se tornam", diz Mufarej.

Ele pondera, contudo, que os automóveis atuais tem mais qualidade, tecnologia e segurança e podem durar mais - o que significa que o consumidor também pode demorar mais a fazer a troca por outro mais novo, colaborando assim com o aumento da idade média.

O presidente da Bright Consulting, Paulo Cardamone, reforça que veículos mais antigos aumentam o número de acidentes e de mortes, assim como o de congestionamentos por quebra nas ruas e estradas. Consequentemente, os gastos do governo nas áreas de saúde e infraestrutura são maiores.

Ele cita também que a permanência de uma frota mais antiga retarda a evolução tecnológica dos veículos.

Outra dado, ressalta Cardamone, é a maior emissão de poluentes nocivos à saúde como NOX e particulados. "Veículos com mais de cinco anos podem emitir até 2,5 mais CO2 que os atuais", exemplifica. Em todo o País há cerca de 33 milhões de veículos acima dessa faixa, ou 72% da frota atual.

Sexta maior

Na soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, a frota brasileira hoje é de 45,9 milhões de veículos, a sexta maior do mundo. Segundo o diretor do Sindipeças, está atrás de Estados Unidos (264 milhões), China (172 milhões), Japão (77 milhões), Rússia (51 milhões) e Alemanha (48 milhões). Já a frota de motocicletas é composta de 13 milhões de unidades com idade média de oito anos.

Com essa posição no ranking global, Mufarej afirma que o Brasil é um mercado atraente para o chamado after marketing (mercado de reposição de peças) e coloca o País na rota de investimentos no setor, inclusive internacionais. "Essa frota demanda muitas peças, produção local, trabalho e gera mão de obra", diz.

Como exemplo, ele cita a quantidade de velas e de baterias que os veículos demandam anualmente.

Do total de veículos em circulação, 64,3% estão concentrados em São Paulo (que sozinho fica com 30% da frota), Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Há cinco anos esses Estados abrigavam 72,8% dos veículos em circulação no País.

A queda da participação está relacionada à expansão das vendas de veículos em outras regiões, especialmente aquelas em que a economia está a reboque do agronegócio, como Mato Grosso, Tocantins e cidades do interior de São Paulo.

Uma parte dessa mudança também pode ser explicada pela tendência de desmotorização que vinha ocorrendo nos últimos anos em grandes capitais. Muitas pessoas passaram a dar preferência ao uso de veículos de compartilhamento ou mesmo por meio de aplicativos ou mesmo a bicicletas e ao transporte público a ter o carro próprio.

Menos pessoas por carro

O estudo mostra ainda que o Brasil tem hoje 4,6 habitantes por veículo. Há dez anos eram 6,5 pessoas por veículo, ou seja, com o crescimento mais lento da frota essa proporção tende a ser menor.

Nos Estados Unidos a relação é de 1,2 habitante por veículo, enquanto na China é de 8,4, no Japão de 1,6, na Rússia de 2,8 e na Alemanha de 2,7. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Portaria convoca instituições financeiras para 3ª fase do Desenrola

Cidade
Imagem de destaque

Curso gratuito de Portaria para Mulheres abre últimas vagas em Londrina

Economia

Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bi

Economia

Perdão de dívidas e novo teto do MEI: entenda o que muda

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Clientes denunciam agência de viagens por prejuízos de até R$ 100 mil

Cidade
Londrina e região

Em Londrina, Sergio Moro fala sobre secretariado e universidades estaduais

Cidade
Londrina e região

Temporal destelha imóveis e derruba árvores no Norte do Paraná

Cidade
Londrina e região

Corpo em decomposição é encontrado em casa no Paraná

Cidade
Cascavel e região

Professora é indiciada por maus-tratos contra criança em CMEI

Podcasts

PodFala com a Tai | EP 24 | Nilton Nacario - Bastidores do sertanejo

Podcast Andorinha I EP 2 I Azeite: tipos e usos I Susan Cavallin

Podcast Em Foco | EP 8 I Comunicação em constante transformação I Lamartine Cortes